Geely ultrapassa a BYD e torna-se o maior fabricante chinês no mundo. Toyota continua a liderar

Outras Notícias

Max Verstappen destaca ritmo promissor da Red Bull em Spa

Max Verstappen destacou-se na primeira sessão de treinos livres...

Liam Lawson recebe prioridade em atualizações após GP da bélgica

Liam Lawson vai receber prioridade na próxima atualização da...

Kimi Antonelli perto de penalização na grelha em F1

Kimi Antonelli está prestes a sofrer uma penalização na...

Partilhar

O panorama da indústria automóvel mundial voltou a sofrer alterações no primeiro trimestre de 2026. Enquanto a Toyota mantém a liderança global, uma das maiores surpresas do ano vem da China: a Geely ultrapassou a BYD e assumiu o estatuto de maior fabricante automóvel chinês em termos de vendas mundiais.

De acordo com uma análise baseada nos dados oficiais e estimativas de 56 grupos automóveis e 129 marcas, entre janeiro e março foram matriculados entre 21,15 e 21,20 milhões de veículos em todo o mundo, o que representa uma quebra entre 1,9% e 2,3% face ao mesmo período de 2025.

Apesar da ligeira desaceleração do mercado, a Toyota continua a dominar o ranking global. O grupo japonês, que inclui marcas como Lexus e Daihatsu, registou uma queda de apenas 1,4% nas vendas, mantendo-se confortavelmente na liderança tanto entre os construtores como entre as marcas individuais.

Na segunda posição surge o Grupo Volkswagen, que enfrenta maiores dificuldades, sobretudo devido à sua forte dependência do mercado chinês. O gigante alemão viu as vendas recuarem 3,9% enquanto grupo, enquanto a marca Volkswagen registou uma descida ainda mais acentuada, de 7,6%.

O pódio é fechado pelo Grupo Hyundai-Kia, que conseguiu limitar as perdas a apenas 0,5%. O crescimento da Kia, de 0,6%, acabou por compensar a quebra de 1,6% registada pela Hyundai.

Stellantis surpreende pela positiva

Entre os grandes grupos automóveis, o melhor desempenho pertence à Stellantis, que registou um crescimento de 12%, o mais elevado entre os 15 maiores fabricantes mundiais.

O desempenho do grupo foi impulsionado sobretudo pela Fiat, que cresceu 27% na Europa e 14% no Brasil, e pela Ram, que viu as suas vendas aumentarem 18%.

Já a General Motors vive um cenário menos positivo, com uma queda de 6% nas vendas globais, fixando-se nos 1,06 milhões de veículos comercializados. A perda de competitividade da Buick no mercado chinês continua a pesar nos resultados do construtor norte-americano.

BYD cai do Top 10 mundial

A maior surpresa do trimestre, no entanto, é a forte desaceleração da BYD. Depois de ter ocupado o sexto lugar no ranking mundial, o fabricante chinês caiu para a 11.ª posição, saindo assim do Top 10 global.

A marca registou uma quebra de cerca de 30% nas vendas, um resultado atribuído, em grande parte, à intensa guerra de preços que continua a marcar o mercado automóvel chinês.

Quem beneficiou desta situação foi a Geely, que ultrapassou a sua rival e se tornou no fabricante chinês com maior volume de vendas a nível mundial no primeiro trimestre de 2026. O crescimento das marcas Zeekr e Lynk & Co ajudou a compensar a desaceleração registada pela própria Geely e pela Volvo.

No conjunto, as marcas chinesas viram a sua quota de mercado global recuar de 24,4% para 23,5%, um sinal que poderá indicar o início de uma fase de estabilização, após vários anos de forte expansão no mercado automóvel mundial.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)