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Bugatti termina produção do Mistral e encerra a era do lendário motor W16

Publicado a 17 de Julho de 2026, 10h00  ·  Atualizado a 7 de Setembro de 2026, 13h39  ·  2 min de leitura

A Bugatti concluiu oficialmente a produção do W16 Mistral, o último modelo de estrada equipado com o icónico motor W16, colocando um ponto final numa das mais marcantes eras da indústria automóvel.

O derradeiro exemplar saiu recentemente do Atelier da marca, em Molsheim, apresentando uma configuração exclusiva em tons «Pearl» e «Sparkle», simbolizando a despedida de uma motorização que marcou gerações de hipercarros, desde o Veyron ao Chiron.

A conclusão da produção do W16 Mistral coincide com uma nova fase para o fabricante francês, que inaugurou recentemente a sua nova unidade de produção, La Manufacture, destinada ao futuro Bugatti Tourbillon. O momento representa o encerramento de um capítulo histórico e o início de uma nova etapa na estratégia da marca.

Apresentado em 2022, durante a Monterey Car Week, o W16 Mistral rapidamente se afirmou como um dos modelos mais exclusivos da Bugatti. Em novembro de 2024, o roadster entrou para a história ao atingir uma velocidade máxima de 453,91 km/h, pelas mãos do piloto oficial Andy Wallace, tornando-se no automóvel descapotável de produção mais rápido do mundo.

Ao longo do seu ciclo de vida, o W16 Mistral destacou-se também pelo elevado nível de personalização proporcionado pelo programa Sur Mesure da Bugatti. Cada unidade foi desenvolvida em estreita colaboração com os respetivos proprietários, dando origem a exemplares únicos e altamente exclusivos.

Entre as criações mais recentes encontra-se o “Blanc Éternel”, um modelo único que combina técnicas de design digital com elementos artesanais desenvolvidos em parceria com a histórica manufatura alemã Königliche Porzellan-Manufaktur Berlin.

O último W16 Mistral produzido presta ainda homenagem à história da marca. No interior, uma placa comemorativa com a inscrição “O último da sua espécie” assinala o fim da linhagem W16, enquanto diversos detalhes evocam a figura de Ettore Bugatti, fundador da marca em 1909.

Entre os elementos distintivos deste exemplar destaca-se ainda uma peça em cristal desenvolvida em colaboração com a Lalique, denominada «Spirit of the Wind», bem como uma cabeça de falcão aplicada na alavanca das mudanças, um detalhe personalizado que reflete as origens do proprietário no Médio Oriente.

Com o fim da produção do W16 Mistral, a Bugatti encerra definitivamente a utilização do motor W16 em modelos de estrada, colocando um ponto final numa era que redefiniu os limites da performance automóvel e da engenharia de hipercarros.

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Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  445 artigos

Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.

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