Oscar Piastri destaca motor como principal fator para melhorar voltas

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Oscar Piastri revelou que a gestão da unidade motriz continua a ser o factor mais decisivo para ganhar tempo por volta nesta temporada. O piloto da McLaren sublinhou que a optimização da potência do motor é a principal área onde se pode ainda obter ganhos significativos, apesar dos avanços tecnológicos já conseguidos.

Na actual época da Fórmula 1, a McLaren tem enfrentado o desafio de adaptar-se plenamente ao motor Mercedes, um cliente da divisão High Performance Powertrains. Andrea Stella, director da McLaren, admitiu no início do ano que a equipa necessitava de tempo para compreender e tirar o máximo partido desta unidade motriz. Actualmente, a McLaren ocupa o terceiro lugar no campeonato de Construtores, a 154 pontos da Mercedes, que lidera a tabela quando nos aproximamos da metade da temporada.

Piastri destacou que as estratégias de utilização do motor não variam significativamente nos fins de semana com corridas Sprint, dado o intenso trabalho feito previamente em simuladores e análises offline. “Fazemos centenas de voltas no simulador, com os pilotos e test drivers, porque neste momento as unidades motrizes são ainda a maior área para ganhar tempo por volta”, explicou o piloto à comunicação social em Silverstone. O jovem piloto acrescentou que, apesar de terem uma ideia próxima do óptimo, não é possível “gerar energia do nada”, o que limita as margens de melhoria.

Tanto o Grande Prémio da Grã-Bretanha, realizado em Silverstone, como o próximo em Spa-Francorchamps são circuitos conhecidos por serem “pobres em energia”, ou seja, onde a recuperação e utilização da energia eléctrica é um desafio maior face à potência exigida nas rectas. Piastri comentou as dificuldades que estas condições trazem, nomeadamente em termos de diferenças de velocidade em linha recta entre os carros, que por vezes chegam a 30 ou 40 km/h, afectando as possibilidades de ultrapassagem.

“Em alguns circuitos, como na Áustria, o equilíbrio energético foi bastante razoável, mas nestes locais mais exigentes corre-se o risco de situações em que um carro é meio segundo mais rápido numa recta e meio segundo mais lento na seguinte, o que pode ser perigoso”, explicou o piloto da McLaren. Referiu ainda que as imagens televisivas simplificam demasiado o que é uma gestão complexa e exigente por parte dos pilotos ao volante.

Este testemunho de Piastri reforça a importância da componente técnica na Fórmula 1 actual, onde a gestão da energia e o desempenho da unidade motriz continuam a definir as diferenças entre os pilotos e as equipas. A McLaren mantém-se focada em optimizar estes aspectos para melhorar a sua competitividade nas próximas provas.

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