Carlos Sainz manifestou preocupação séria com a falta de desenvolvimento do Williams FW48, após o Grande Prémio da Grã-Bretanha, levando a equipa a lançar uma revisão aprofundada do seu carro. O piloto espanhol classificou a situação como frustrante e revelou que a atualização apresentada em Silverstone não trouxe o progresso esperado.
Na prova disputada em Silverstone, tanto Sainz como Alexander Albon conseguiram chegar à Q2, algo que não acontecia desde o Grande Prémio de Mónaco. Contudo, Sainz prolongou para quatro o número de corridas sem pontuar, depois de ter sido penalizado com uma punição rara de uma volta, devido a uma situação confusa da equipa durante um período de Safety Car tardio. Esta penalização agravou ainda mais a sua insatisfação.
Após a corrida, Sainz foi claro quanto ao estado atual do FW48: “É preocupante e frustrante, porque começa a ser uma tendência negativa este ano não encontrarmos muito ganho de tempo com as atualizações que chegam. Precisamos de fazer uma boa análise esta semana para perceber o que está a acontecer, porque apesar de termos aliviado muito peso no carro, a diferença para a frente está a aumentar e também para a parte final do pelotão intermédio.” O piloto acrescentou ainda: “Hoje estou obviamente chateado, preocupado talvez seja a palavra certa. Ninguém gosta de ser ultrapassado, especialmente depois de tantas boas partidas, e conseguir entrar nos pontos, mas depois voltar atrás é um padrão este ano. Foi um dia frustrante, mas vou continuar a dar tudo para ajudar a equipa a encontrar os problemas que temos.”
Em resposta às críticas de Sainz, o diretor da Williams, James Vowles, confirmou que o ritmo de progressão do FW48 não tem sido suficiente para a equipa evoluir na temporada. Numa declaração após o fim de semana em Silverstone, Vowles explicou que “o passo um é perceber não só o que fizemos neste Grande Prémio, mas analisar todo o ciclo de desenvolvimento da temporada, para entender o que correu bem e o que não correu. Espero que esta revisão seja concluída nas próximas duas semanas e que isso condicione as decisões para Spa, Budapeste e o restante do ano, bem como para 2026.”
Vowles admitiu que este processo faz parte da dinâmica habitual da Fórmula 1, onde a aprendizagem constante é essencial: “Estamos sempre a enfrentar altos e baixos, a aprender com falhas e a ajustar expectativas. É um negócio de inovação contínua, onde ninguém nos fornece dados prontos e ninguém já fez isto antes.” Apesar das dificuldades, o responsável destacou a “boa cultura de abertura, aprendizagem e rapidez de resposta” da equipa.
Com 11 pontos, a Williams ocupa o oitavo lugar no Campeonato de Construtores antes do Grande Prémio da Bélgica, onde espera-se que os resultados da revisão do FW48 possam ajudar a inverter a tendência negativa que tem marcado a temporada. Sainz e Albon estão determinados a recuperar terreno, enquanto a equipa trabalha para encontrar soluções que lhe permitam voltar a ser competitiva no pelotão intermédio.
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