McLaren antecipa nova rivalidade aerodinâmica após mudança nas regras de F1

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A McLaren prepara-se para lançar um pacote de atualizações significativo no Grande Prémio da Hungria, numa resposta directa à nova “zona de batalha” identificada por Andrea Stella, chefe de equipa, no contexto das alterações regulamentares da Fórmula 1. Após um início de temporada dominante durante as etapas europeias, a equipa reconhece agora a necessidade de rever conceitos fundamentais do MCL40, perante a evolução técnica introduzida para 2026.

Em 2025, o regulamento privilegiava o efeito solo, com os monolugares a rodarem o mais próximo possível do asfalto para maximizar a carga aerodinâmica – uma abordagem que favoreceu a McLaren e o seu MCL39. Contudo, para 2026, a FIA decidiu regressar a um conceito mais próximo do de 2021, reintroduzindo o chamado ‘aero-rake’, com a traseira dos carros mais elevada em relação à dianteira, facilitando a geração de carga aerodinâmica. Andrea Stella explicou perante os media, incluindo o RacingNews365, que as novas regras criam um panorama diferente: “Ao contrário dos regulamentos anteriores, aqui o padrão de competitividade é bastante repetível. É consistente e praticamente independente do traçado. Tens a Ferrari, a Mercedes, depois a Red Bull e depois a McLaren. Não há grande sensibilidade ao tipo de curvas ou afinação, que é a segunda consideração”.

O responsável técnico detalhou ainda como, no regulamento anterior, a chave era conseguir rodar o carro o mais baixo possível sem sofrer de porpoising, maximizando assim a performance. Agora, porém, Stella admite que o desafio é distinto: “Este ano, é muito mais difícil encontrar oportunidades através da afinação, porque os carros não são tão sensíveis à altura ao solo como eram no ano passado, então qual é a zona de batalha? A zona de batalha são antes de mais os próprios desenvolvimentos. Todas as equipas trazem evoluções. Penso que cada uma entregou pelo menos dois a três décimos por cada grande atualização que trouxe. O segundo ponto-chave é que os conceitos do ponto de vista aerodinâmico ainda não estão maduros”.

Referindo-se à performance da McLaren, Stella foi claro: “A nossa explicação técnica para não sermos tão competitivos como gostaríamos é que, em algumas áreas do carro, as direcções que tomámos no design inicial precisam de revisão. Depois de vermos alguns dos outros carros e de fazermos mais trabalho sobre quais os conceitos a seguir, percebemos que temos de rever algumas áreas. Por isso, com algumas das evoluções que vêm aí, mudámos o conceito em certas zonas e esperamos, a partir daí, conseguir acrescentar performance”.

Com os regulamentos ainda numa fase “imaturo”, como descreve Stella, o potencial para grandes saltos de performance com cada evolução é significativo, tornando cada atualização um elemento crítico nesta fase da temporada. A McLaren aposta assim numa revisão profunda do MCL40 como resposta à competitividade crescente dos rivais, numa luta onde cada décimo poderá ser decisivo.

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