Quando duas das casas mais respeitadas do mundo automóvel se juntam, o resultado dificilmente passa despercebido. Depois de terem surpreendido o mercado com o impressionante roadster Midsummer, a Morgan e a Pininfarina voltam agora a unir forças para criar uma das máquinas mais exclusivas dos últimos anos.
Chama-se Midsummer Coupé e promete tornar-se imediatamente uma peça de coleção. A produção será limitada a apenas nove unidades para todo o mundo, tornando-o ainda mais raro do que o já exclusivo roadster, do qual foram construídos apenas 50 exemplares.

À primeira vista, fica claro que não estamos perante uma simples versão fechada do descapotável. A Morgan redesenhou profundamente o automóvel, criando uma elegante carroçaria coupé onde o grande protagonista é o impressionante teto panorâmico em vidro, dividido por uma faixa central que percorre toda a extensão do veículo.
O resultado é uma silhueta absolutamente deslumbrante, onde cada detalhe parece ter sido esculpido à mão. As portas cresceram em altura, as novas maçanetas foram integradas na linha da carroçaria e até as jantes forjadas de 19 polegadas foram desenhadas exclusivamente para esta versão.

Mas é no interior que o Midsummer Coupé revela toda a sua personalidade. Couro trabalhado artesanalmente, madeira nobre, alumínio maquinado e uma atmosfera que mistura luxo britânico com elegância clássica transformam o habitáculo num verdadeiro salão sobre rodas.
A enorme superfície envidraçada inunda o interior de luz natural e a original janela traseira em forma de U presta homenagem aos grandes coupés das décadas de 1940 e 1950.
Debaixo do longo capô esconde-se uma das joias mecânicas da BMW: o conhecido motor B58. Trata-se de um bloco de seis cilindros em linha, 3.0 litros turbo, capaz de debitar mais de 400 cavalos de potência e 500 Nm de binário.

A potência continua a ser enviada às rodas através da transmissão automática ZF de oito velocidades, embora a Morgan tenha optado por substituir os tradicionais comandos da BMW por uma elegante alavanca em alumínio anodizado, reforçando ainda mais o caráter exclusivo do modelo.
Apesar da nova estrutura fechada, o peso aumentou apenas 2,5%, graças a um intenso trabalho de engenharia que permitiu reforçar a rigidez da carroçaria sem comprometer a agilidade que caracteriza os automóveis da Morgan.
Num mundo cada vez mais dominado pela eletrificação e pela produção em massa, o Midsummer Coupé surge como uma rara declaração de paixão automóvel. Um automóvel criado para quem vê os carros não apenas como meios de transporte, mas como verdadeiras obras de arte em movimento.
E com apenas nove exemplares previstos, é praticamente garantido que a maioria de nós nunca verá um ao vivo.

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