Lewis Hamilton destaca mudança na engenharia da Ferrari como chave para a sua melhor forma em 2026. O piloto britânico não poupou elogios ao novo engenheiro de corrida da equipa italiana, Carlo Santi, a quem apelidou de “Bono italiano”, numa clara referência ao histórico engenheiro da Mercedes, Pete Bonnington. Esta nova parceria está a impulsionar Hamilton para o melhor desempenho desde que se juntou à Ferrari.
Durante a sua passagem pela Mercedes, Hamilton construiu uma das mais bem-sucedidas duplas piloto-engenheiro da história da Fórmula 1, ao lado de Bonnington. Juntos conquistaram seis títulos mundiais e quase cem vitórias em provas, entre 2013 e 2024. Contudo, a transição para a Ferrari em 2025 trouxe desafios, especialmente na relação com o anterior engenheiro, Adami, marcada por algumas trocas de rádio tensas ao longo da temporada.
A entrada de Carlo Santi para o lugar de engenheiro de corrida parece ter mudado o rumo. Em declarações feitas em Mónaco, Hamilton enfatizou a importância de uma colaboração sólida entre piloto e engenheiro. “Ter essa colaboração piloto-engenheiro é um processo que pode correr bem ou mal. Com o Bono, acertámos logo desde o início; ele tinha uma boa relação com Michael [Schumacher]. Sinto que o Carlo é o meu ‘Bono italiano’,” afirmou o piloto da Ferrari. “Disse isso ao Bono recentemente, porque ele é um tipo experiente, calmo, com muita sabedoria. Isso faz toda a diferença para podermos aprofundar os detalhes técnicos juntos. A nossa compreensão da engenharia é algo que vale a pena salientar.”
Esta renovada sintonia técnica já está a dar frutos. Hamilton vive atualmente o melhor momento desde que ingressou na equipa de Maranello e atribui este progresso ao trabalho conjunto da equipa, especialmente ao apoio do diretor da equipa, Fred Vasseur. “O Fred tem sido fundamental, a trabalhar comigo e a ajudar-me, por exemplo, na escolha dos engenheiros,” explicou Hamilton. “A configuração técnica do engenheiro está agora um milhão de vezes melhor do que no ano passado. Estou a começar a colher os frutos disso ao conduzir o carro. No ano passado, quando testava no simulador e pedia certas alterações, hoje temos esses ajustes, como na suspensão. É fantástico poder fazer parte deste processo, a trabalhar com todos para mover a equipa na direção certa.”
Apesar da evolução, Hamilton reconhece que ainda há muito caminho a percorrer. “Ainda temos muito para melhorar em algumas áreas, mas sinto que estamos no caminho certo.”
A nova dinâmica entre Hamilton e Santi pode ser um dos pontos decisivos para a Ferrari em 2026, numa altura em que a equipa italiana procura regressar ao topo da Fórmula 1. Com uma relação de confiança a crescer a cada prova, o piloto britânico parece mais próximo do sucesso que ambiciona em Maranello.
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