George Russell defende o fim do grande prémio de mónaco

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George Russell, piloto da Mercedes, voltou a lançar uma polémica sobre o futuro do Grande Prémio de Mónaco, uma das provas mais emblemáticas do calendário mundial de Fórmula 1, cuja primeira edição remonta a 1950, no arranque do campeonato do mundo. Numa entrevista concedida no ano passado, que voltou agora a ganhar destaque na véspera da edição de 2026, o britânico não poupou críticas ao traçado monegasco, pedindo mesmo o cancelamento da corrida.

Para Russell, o Grande Prémio de Mónaco perdeu o seu brilho na era moderna da Fórmula 1, principalmente devido às características técnicas dos carros atuais, que são demasiado largos para permitir ultrapassagens eficazes na pista estreita do Principado. “Não deveria existir corrida em Mónaco,” afirmou o piloto da Mercedes, justificando que a dificuldade em ultrapassar transforma a prova numa mera exibição de ritmo, sem a emoção da batalha em pista.

O circuito urbano de Mónaco é conhecido mundialmente pela sua exigência, com curvas apertadas e poucos locais para ultrapassagens, o que nos últimos anos tem resultado em corridas previsíveis e pouco dinâmicas. Esta realidade agrava-se com os carros de Fórmula 1 modernos, que apresentam dimensões superiores às dos monolugares das décadas anteriores, tornando praticamente impossível a passagem lado a lado.

Apesar da história e do glamour associados à prova, que é uma das mais antigas e tradicionais da modalidade, a crítica de Russell reflete uma preocupação crescente entre pilotos e adeptos sobre a necessidade de adaptar o calendário e os circuitos às novas especificações técnicas, para garantir momentos mais emocionantes e competitivos.

A polémica reacende o debate sobre a viabilidade do Grande Prémio de Mónaco no futuro, num momento em que a Fórmula 1 procura equilibrar tradição e inovação. Com a edição de 2026 à porta, as declarações do piloto da Mercedes lançam um alerta sobre a necessidade de repensar alguns dos circuitos mais históricos da competição, para manter o interesse e a competitividade no desporto rei dos motores.