O Kimera K39 é um carro quase inteiramente em carbono, tanto a carroçaria como o monocoque que serve de chassis central, desenvolvido, aliás, com o especialista Dallara. Só assim se explica que pese 1.100 kg com um enorme motor 5.0 V8 biturbo sob o capô traseiro.
Atenção: 1.000 CV de potência e 1.200 Nm de binário que são controlados por uma caixa de velocidades manual ligada ao eixo traseiro. Sim, o Kimera K39 é de tração traseira.

É tão bonito que bem poderia ser uma peça de mobiliário, embora tão potente que seria um sacrilégio não o conduzir. Já não apenas para seu próprio prazer, mas porque não teria o direito de privar o mundo de poder contemplá-lo ao passar. A sua carroçaria apresenta várias inspirações, embora a mais evidente seja a do Lancia Rally 037, algo que também acontecia com os Kimera EVO37 e EVO38.
Na parte traseira, o spoiler, as luzes, o para-choques, as aberturas das asas traseiras e até os emblemas prateados lembram o Ferrari F40. É claro que toda a parte aerodinâmica é totalmente funcional. As entradas de ar à frente e nas laterais, o enorme spoiler, os espelhos retrovisores esculpidos ou as impressionantes jantes «turbofan».

O motor, aliás, não é de desenvolvimento próprio, tendo-se recorrido para tal ao fabricante sueco de superdesportivos Koenigsegg. O novo Kimera K39 é muito mais potente e sofisticado do que os já de si impressionantes EVO37 e EVO38. É uma pena não ter dinheiro para ter um. Bem, dois: um de exposição e outro para conduzir.





