A Brabus revelou um dos automóveis mais radicais da sua história. Chama-se Bodo, presta homenagem ao fundador Bodo Buschmann e antecipa também as comemorações dos 50 anos do preparador alemã, fundada em 1977.

O modelo surpreende desde logo pela base escolhida: em vez de um Mercedes-Benz, o novo Bodo nasce a partir do Aston Martin Vanquish, refletindo a expansão da Brabus para outras marcas de luxo e performance através da divisão Startech.
A transformação é profunda. A carroçaria original foi amplamente redesenhada com componentes em fibra de carbono, criando uma aparência muito mais agressiva e musculada, embora mantenha alguns traços do GT britânico. No interior surgem materiais exclusivos e acabamentos personalizados, numa abordagem mais luxuosa sem abandonar o ambiente desportivo.

Debaixo do capot mantém-se o V12 biturbo de 5,2 litros da Aston Martin, mas profundamente revisto pela Brabus. A potência sobe para 1000 CV e o binário atinge os 1.200 Nm, enviados exclusivamente às rodas traseiras, uma solução cada vez mais rara neste nível de potência.
Segundo a marca alemã, o Bodo acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,0 segundos e alcança uma velocidade máxima limitada eletronicamente a 359 km/h.

A Brabus desenvolveu ainda uma suspensão específica em parceria com a KW, além de travões carbono-cerâmicos de grandes dimensões e uma asa traseira retrátil que entra em funcionamento automaticamente a partir dos 145 km/h.
A produção será limitada a apenas 77 unidades, numa referência ao ano de fundação da empresa. Cada exemplar será altamente personalizável e terá um preço base superior a um milhão de euros antes de impostos e opcionais.
Mais do que um exercício de potência, o Bodo surge como uma espécie de manifesto técnico e emocional da Brabus moderna: extrema, exclusiva e cada vez menos dependente do universo Mercedes-Benz.





