Mercedes-AMG GT SUV chega com 1.164 cv e três motores elétricos
O essencial
- O Mercedes-AMG GT SUV é um modelo 100% elétrico com até 1.164 cv de potência máxima, oferecido em três versões.
- O carregamento ultrarrápido permite até 710 kW em corrente contínua, recuperando até 280 milhas em dez minutos nos GT55 e GT63.
- A suspensão ativa AMG Active Ride Control+ elimina barras estabilizadoras, controlando a carroçaria com molas pneumáticas e amortecedores hidráulicos.
- O lançamento nos Estados Unidos está previsto para o verão de 2027, com a combinação de três motores elétricos nas versões GT55 e GT63.
O novo SUV elétrico da Mercedes-AMG promete prestações de superdesportivo, com até 1.164 cv, aceleração dos 0 aos 100 km/h em cerca de 2,5 segundos e carregamento ultrarrápido até 710 kW. O lançamento nos Estados Unidos está previsto para o verão de 2027.
A Mercedes-AMG prepara-se para levar a sua filosofia de alto desempenho a um novo patamar com o GT SUV, um modelo 100% elétrico que combina dimensões generosas, tecnologia de ponta e prestações dignas de um superdesportivo. Desenvolvido integralmente pela divisão desportiva da marca alemã, este será o primeiro SUV de grandes dimensões concebido de raiz pela AMG.
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Assente na nova plataforma elétrica de alto desempenho AMG.EA, o GT SUV estará disponível em três versões: GT53, GT55 e GT63. A variante de topo anuncia uns impressionantes 1.164 cv de potência máxima, colocando o novo modelo entre os SUV elétricos mais potentes do mercado.
Três versões e até 1.164 CV
A gama foi concebida para oferecer diferentes níveis de desempenho, mantendo a tração integral AMG Performance 4MATIC+ em todas as versões.

O GT53 recorre a dois motores elétricos, um em cada eixo, enquanto os GT55 e GT63 adotam uma configuração de três motores: um dianteiro e dois traseiros. Esta solução permite distribuir o binário de forma individual pelas rodas traseiras, melhorando a motricidade e a agilidade.
Valores de potência, binário e velocidade convertidos ou arredondados a partir dos dados divulgados para o mercado norte-americano. As prestações definitivas para a Europa ainda poderão diferir.

O GT53 inclui ainda uma transmissão de duas velocidades no eixo traseiro, concebida para conciliar acelerações rápidas com maior eficiência a velocidades de cruzeiro. Nas versões superiores, a presença de três motores permite uma gestão mais sofisticada da entrega de potência.
Carregamento até 710 kW
Carregamento até 710 kW
A tecnologia de carregamento é outro dos grandes destaques do novo SUV. O sistema elétrico de 800 volts permite potências de carregamento em corrente contínua de até 600 kW no GT53 e 710 kW nos GT55 e GT63, desde que sejam utilizadas infraestruturas compatíveis.
A capacidade da bateria varia consoante a versão. O GT53 dispõe de uma bateria de 106 kWh, enquanto os GT55 e GT63 utilizam uma unidade de 128 kWh.

Segundo a Mercedes-AMG, o GT53 pode recuperar até 236 milhas de autonomia em dez minutos, enquanto os modelos GT55 e GT63 podem acrescentar até 280 milhas no mesmo intervalo, de acordo com os valores anunciados pela marca.
Para o GT63, a autonomia prevista segundo o ciclo WLTP situa-se entre aproximadamente 620 e 700 quilómetros, dependendo da configuração. Os valores definitivos de homologação ainda terão de ser confirmados.
Suspensão ativa para controlar a carroçaria
Apesar do peso e das dimensões esperados para um SUV desta categoria, a Mercedes-AMG promete uma condução próxima da dos seus modelos desportivos. Para isso, o GT SUV poderá recorrer ao sistema AMG Active Ride Control+, de série no GT63 e opcional no GT55.

A tecnologia combina molas pneumáticas ajustáveis com amortecedores hidráulicos, permitindo controlar os movimentos da carroçaria sem depender das tradicionais barras estabilizadoras.
O objetivo passa por reduzir a inclinação lateral em curva, limitar o afundamento da frente durante a travagem e controlar a transferência de peso nas acelerações. O sistema procura, simultaneamente, preservar o conforto em viagens longas e em pisos degradados.
O GT63 inclui ainda o pacote AMG Dynamic Plus, opcional no GT55, com a unidade de controlo AMG Race Engineer. Através de comandos rotativos, o condutor poderá ajustar diferentes parâmetros relacionados com a resposta dos motores, a dinâmica e a tração.
Um elétrico que quer manter a emoção AMG
A Mercedes-AMG não pretende que o GT SUV se destaque apenas pelos números. Para reforçar a experiência de condução, a marca desenvolveu o sistema AMGForce Sport+, que acrescenta sonoridades artificiais inspiradas nos motores de combustão.
O GT53 reproduz sons associados a motores de seis cilindros, enquanto os GT55 e GT63 oferecem uma experiência sonora inspirada nos V8. A marca afirma ter utilizado gravações de motores reais e mais de 100 medições, com recurso a 16 microfones, para criar respostas sonoras adaptadas à aceleração e ao estilo de condução.
O sistema inclui ainda mudanças de relação simuladas, acionadas através das patilhas no volante, bem como vibrações no banco e elementos gráficos específicos no ecrã, numa tentativa de aproximar a experiência de condução elétrica à de um AMG tradicional.
Estão previstos sete modos de condução: Comfort, Sport, AMGForce Sport+, Race, Slippery, Eco e Individual. O modo Race inclui funções orientadas para uma condução mais exigente, como Drift, Drag Race e Launch Control.
Design musculado e interior digital
Design musculado e interior digital
Visualmente, o novo SUV segue a linguagem estética do futuro GT de quatro portas, adaptada a uma carroçaria de maiores dimensões. A silhueta apresenta uma linha de tejadilho descendente, vias largas, cavas das rodas pronunciadas e janelas laterais sem moldura.
Na traseira, destacam-se seis elementos luminosos circulares. A aerodinâmica também desempenha um papel importante, com o sistema Aerokinetics Airpanel a utilizar persianas móveis na frente para gerir o fluxo de ar e reduzir a resistência quando não é necessário arrefecimento adicional.
Nas versões GT55 e GT63, um spoiler traseiro ativo ajusta a sua posição em função das condições de condução, contribuindo para a estabilidade e a eficiência.
O habitáculo aposta numa configuração orientada para o condutor, com um painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas e um ecrã central de infoentretenimento de 14 polegadas. Está também disponível um ecrã adicional de 14 polegadas para o passageiro dianteiro.
Chegada prevista para 2027
Chegada prevista para 2027
O Mercedes-AMG GT SUV representa uma nova etapa na estratégia de eletrificação da divisão desportiva alemã. A combinação de até 1.153 cv, três motores elétricos, carregamento de potência muito elevada e sistemas avançados de controlo da carroçaria pretende demonstrar que a eletrificação pode coexistir com o carácter desportivo associado à AMG.
A chegada aos concessionários norte-americanos está prevista para o verão de 2027. Para já, continuam por confirmar os preços, a data de lançamento na Europa e os valores definitivos de autonomia e desempenho para os diferentes mercados.
Ficha técnica
- Motor
- Três motores elétricos (um dianteiro e dois traseiros nas versões GT55 e GT63)
- Potencia
- Até 1.164 cv (versão GT63)
- Transmissao
- Transmissão de duas velocidades no eixo traseiro (GT53)
- Suspensao
- AMG Active Ride Control+ com molas pneumáticas e amortecedores hidráulicos
- Bateria
- 106 kWh (GT53) ou 128 kWh (GT55 e GT63)
- Autonomia
- Até 620-700 quilómetros (GT63, ciclo WLTP)
- Aceleracao 0-100 km/h
- Cerca de 2,5 segundos
- Carregamento
- Até 600 kW (GT53) ou 710 kW (GT55 e GT63)
- Producao
- Verão de 2027 (lançamento nos Estados Unidos)
AutoGear · 658 artigos
Jornalista de automóveis desde o ano 2000. Iniciou o seu percurso na Motorpress Lisboa, onde escreveu em revistas como o Guia do AUTOMÓVEL, Auto Magazine e Veículos Comerciais. Escreveu ainda para o semanário Autohoje, onde se especializou em testes e reviews de automóveis.
Mudou-se para a Revista Carros & Motores em 2018, permanecendo até 2025. Em 2026 integrou a redação do Autogear, onde tenta dinamizar o site. É também diretor da "Revista" Comerciais & Pesados, um suplemento trimestral da "Carros & Motores" e o membro português do júri do International Truck of the Year (Camião Internacional do Ano).