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FIA revela causa da perda de potência na formação do gp do bahrein

Publicado a 8 de Outubro de 2026, 09h46  ·  Atualizado a 8 de Outubro de 2026, 13h43  ·  3 min de leitura

A FIA emitiu um comunicado após a investigação sobre a perda de potência dos carros durante a volta de formação do Grande Prémio do Bahrain, realizado em Sepang, Malásia. O mau tempo na pista provocou cenas caóticas, com diversos carros a sofrerem uma perda súbita de potência devido a um problema de software.

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Um patch de software, preparado às pressas, foi distribuído às equipas antes do Grande Prémio, enquanto alguns pilotos enfrentaram a perda de potência na volta de formação. Esta situação originou um cenário em que várias viaturas ainda não tinham completado a primeira das duas voltas de formação previstas, enquanto os líderes estavam prestes a concluir a sua segunda volta. O controlo de prova decidiu interromper a corrida para resolver a questão, que inicialmente se acreditava ser provocada por uma combinação de baixas rotações por minuto (RPM), velocidades lentas, a configuração específica da pista de Sepang e as condições molhadas da pista.

Durante as condições de chuva, a potência elétrica é reduzida pelas regulamentações, cortando a saída elétrica em cerca de 250 kW. A intervenção da FIA permitiu que o Grande Prémio do Bahrain prosseguisse sem mais incidentes, com o organismo a confirmar que iria investigar o assunto mais detalhadamente. “A FIA concluiu uma análise minuciosa das circunstâncias que tornaram necessário o lançamento de uma atualização de configurações do software da unidade de potência antes do início da corrida do Grande Prémio do Bahrain”, anunciou a FIA.

A revisão concluiu que alguns carros a funcionar em baixas RPM em determinados sectores da pista, onde foi aplicada a redução de 250 kW, experimentaram uma perda de potência além da intenção original, a qual não pôde ser recuperada nesses sectores. Em consequência, a configuração estabelecida para o evento de Sepang será reinstaurada para o Grande Prémio de Singapura, caso se esperem condições meteorológicas semelhantes. Além disso, uma nova atualização do software para tempo molhado será lançada para o Grande Prémio dos Estados Unidos, agendado para 25 de outubro.

A situação em Sepang gerou críticas à modalidade, com preocupações de que o software não tivesse sido testado adequadamente, levando ao surgimento do erro de forma muito pública. A FIA respondeu a essas alegações, afirmando que foram realizados testes, mas que os esforços para a validação do software serão intensificados no futuro. “A revisão também recomendou que fossem implementadas medidas para o teste do software, reconhecendo que as oportunidades de teste são limitadas, para torná-lo o mais robusto possível”, afirmou a FIA.

A FIA, juntamente com as equipas e os fabricantes de unidades de potência, irá continuar a fortalecer as capacidades de teste e verificação do software da unidade de potência, melhorando o processo de validação geral através de avaliações independentes e feedback colaborativo, incluindo a contribuição do fornecedor da Unidade de Controlo Electrónico (ECU) padronizada. A FIA gostaria de esclarecer comentários que sugeriam que o software não tinha sido testado antes da sua implementação. “Antes da implementação, as equipas e os fabricantes de unidades de potência realizaram exercícios de simulação para validar o pacote de software, que foi posteriormente testado em condições de corrida total durante as sessões de Livre Prática 1 no Grande Prémio da Bélgica e no Grande Prémio da Holanda.”

Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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