Ações da Ferrari sobem 26,5% desde o mínimo de 2026
O Ferrari Luce, numa fotografia oficial da marca.
As ações da Ferrari subiram 26,5% desde o mínimo de 2026, em março, segundo contas da Motley Fool. Mil dólares aplicados nesse dia valiam quase 1265 dólares a 28 de setembro.
O essencial
- As ações da Ferrari negociaram a 314,63 dólares em março, o mínimo de 2026.
- Mil dólares aplicados no mínimo de março valiam quase 1265 dólares, um ganho de 26,5%, segundo a Motley Fool.
- A Ferrari subiu a previsão de receitas para 2026 para cerca de 7,6 mil milhões de euros.
A conta é da The Motley Fool, site norte-americano de informação sobre investimento, num artigo de Neil Patel publicado a 30 de setembro. As ações da marca de Maranello chegaram a valer 314,63 dólares em março, o valor mais baixo do ano.
Quanto subiram as ações da Ferrari

Quem tivesse aplicado mil dólares no mínimo de março teria agora quase 1265 dólares, segundo a Motley Fool. É um ganho de 26,5% em cerca de seis meses. Os valores referem-se à Bolsa de Nova Iorque, onde a Ferrari está cotada com o símbolo RACE.
O cálculo parte da hipótese mais favorável, a de quem comprou exatamente no dia mais barato do ano. É uma conta feita a olhar para trás, que não diz nada sobre o rumo das ações daqui para a frente.
Mesmo com a subida, as ações continuam 23% abaixo do máximo, segundo o mesmo site, e negoceiam a 37 vezes os lucros. A Motley Fool não aponta nenhum acontecimento concreto da Ferrari para explicar a recuperação. Atribui-a à mudança de humor dos investidores e refere o crescimento constante das receitas e dos lucros da marca.
O que dizem os resultados da marca
O AutoGear foi ver as contas mais recentes da própria marca ao relatório do segundo trimestre. A Ferrari divulgou-o a 30 de julho e entregou-o à SEC, o regulador da bolsa norte-americana.
Entre abril e junho, a Ferrari faturou 1938 milhões de euros, mais 8% do que um ano antes, e teve um lucro líquido de 463 milhões de euros. Expediu 3366 automóveis no trimestre, e a margem do resultado operacional (EBIT) chegou aos 31,2%.
Na mesma altura, a marca subiu as previsões para o ano inteiro. Conta agora com receitas de cerca de 7,6 mil milhões de euros em 2026, contra os 7,5 mil milhões que previa antes e os 7,15 mil milhões de 2025. O lucro por ação diluído ajustado deve ficar em pelo menos 9,68 euros, segundo a Ferrari.
Modelos novos e a época na pista

Entre maio e julho, a Ferrari apresentou o Luce e o 12Cilindri Manuale. Segundo a marca, o 12Cilindri Manuale é uma série especial que já está toda atribuída a clientes.
Há também exemplares antigos da marca com cotações altas. Como o AutoGear contou, o Ferrari de Michael Jordan que inspirou as Air Jordan XIV pode passar de 1 milhão de dólares. Em pista, a época tem sido mais difícil, e a Scuderia teve de prometer evoluções a Hamilton e Leclerc depois de Baku.
O que a Ferrari prevê até ao fim do ano
Para o conjunto de 2026, a Ferrari conta fechar com um EBITDA ajustado de pelo menos 2,97 mil milhões de euros e um EBIT ajustado de pelo menos 2,26 mil milhões de euros, com margem igual ou superior a 29,5%. O fluxo de caixa livre industrial deve chegar, no mínimo, aos 1,55 mil milhões de euros, segundo a marca.
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Perguntas e respostas
Quanto subiram as ações da Ferrari desde o mínimo de 2026?
Subiram 26,5% em cerca de seis meses, segundo a Motley Fool. O mínimo de março foi de 314,63 dólares, na Bolsa de Nova Iorque.
Quanto valem hoje mil dólares investidos na Ferrari em março de 2026?
Valiam quase 1265 dólares a 28 de setembro, segundo as contas da Motley Fool. O cálculo parte de uma compra no dia mais barato do ano e não diz nada sobre a evolução futura das ações.
Como correram as contas da Ferrari no segundo trimestre de 2026?
A Ferrari faturou 1938 milhões de euros, mais 8% do que um ano antes, e teve um lucro líquido de 463 milhões de euros. Expediu 3366 automóveis e subiu a previsão de receitas para 2026 para cerca de 7,6 mil milhões de euros.
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AutoGear · 3315 artigos
Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.