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Novo circuito de F1 em madrid é um verdadeiro destruidor de carros

Publicado a 9 de Setembro de 2026, 15h38  ·  Atualizado a 9 de Setembro de 2026, 18h16  ·  2 min de leitura

O essencial

  • O circuito Madring foi descrito como um "assassino de carros" pelos pilotos de Fórmula 1.
  • Um teste de Fórmula 3 registou 19 bandeiras vermelhas e três chassis danificados no circuito.
  • A curva La Monumental, inclinada a 24%, foi considerada a mais severa do campeonato pela Pirelli.

O novo circuito de Fórmula 1 em Madrid, que acolherá o Grande Prémio de Espanha, foi descrito como um “assassino de carros”, levantando preocupações entre os pilotos sobre os desafios que enfrentam. A primeira corrida no recém-inaugurado circuito Madring está agendada para este fim de semana, e os condutores começam a perceber a complexidade que a pista representa, sendo já comparada a clássicos como Mónaco e Macau.

As primeiras impressões surgiram após um teste de Fórmula 3 realizado no circuito há algumas semanas, onde foram registadas 19 bandeiras vermelhas e três chassis danificados. James Vowles, director da equipa Williams, comentou: “É uma pista que mata carros.” Este teste serviu como um indicativo do que os pilotos da F1 podem esperar, especialmente após as dificuldades enfrentadas na estreia de Las Vegas, onde problemas com tampas de drenos causaram estragos.

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A estrutura do circuito, com várias zonas de perigo, preocupa as equipas, uma vez que não há apenas um ponto crítico a evitar. Freddie Slater, líder do campeonato de F3, destacou que “as curvas são tão apertadas e não perdoam”, o que torna a pista muito desafiante. O traçado inicia com uma chicane de baixa velocidade, seguida por uma sequência de curvas que culmina numa chicane de alta velocidade, onde muitos pilotos da F3 encontraram dificuldades.

Com o traçado a exigir uma abordagem agressiva, Slater acrescentou que “se não empurrares, ficas lento”, o que aumenta o risco de acidentes. A curva La Monumental, uma curva inclinada a 24%, foi considerada “a mais severa” do campeonato pela equipa de engenharia da Pirelli, que alertou para o elevado desgaste dos pneus.

Carlos Sainz, piloto da Ferrari e embaixador do Grande Prémio, afirmou que os pilotos estavam “chocados” com a característica da pista, que contrasta com alguns dos circuitos mais aborrecidos da actualidade. Sainz previu que “todos estamos à espera de safety cars, bandeiras vermelhas e bandeiras amarelas na qualificação”. Gabriel Bortoleto, da Audi, também expressou que a pista é “interessante” e “desafiadora”.

À medida que se aproxima a corrida, surgem preocupações sobre a possibilidade de um grande prémio monótono, dado o traçado apertado e as poucas oportunidades de ultrapassagem. Alex Albon até brincou que “não haverá ultrapassagens”. No entanto, a presença das categorias de F2 e F3 antes da corrida da F1 poderá trazer um elemento de imprevisibilidade.

Sainz fez um apelo para que os pilotos não sejam rápidos a julgar o circuito, sugerindo uma “boa reunião” após a prova para discutir melhorias. Apesar de Madrid ter um contrato de 10 anos para acolher o Grande Prémio, a cidade deseja causar uma impressão imediata. As características exigentes da pista prometem uma sessão de qualificação emocionante, mas resta saber se a corrida será igualmente emocionante.

Redação

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Assinatura da redação do AutoGear, usada no acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel. A produção destes textos é apoiada por ferramentas automáticas.

A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante.

A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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