A Stellantis negoceia uma possível aliança com a Huawei e a JAC para recuperar a marca italiana, que vendeu apenas 7.900 carros em 2025.
A Maserati atravessa uma das fases mais difíceis da sua história. Depois de anos de queda nas vendas, a Stellantis está a negociar uma parceria com a Huawei e a chinesa JAC para ajudar a relançar a marca.
Em 2025, a Maserati entregou apenas 7.900 automóveis, menos 30% do que no ano anterior. As receitas também caíram de 1,04 mil milhões para 726 milhões de euros, enquanto o prejuízo operacional ajustado chegou aos 198 milhões.
A China pode ser a solução
A possível parceria poderá permitir à Maserati aproveitar a tecnologia da Huawei, nomeadamente o sistema Harmony Intelligent Mobility, e a experiência industrial da JAC.
Uma das hipóteses em cima da mesa passa pela utilização de modelos desenvolvidos na China, adaptados para serem vendidos com a marca Maserati noutros mercados. O primeiro projecto poderá surgir antes do final de 2027.
Uma marca longe dos tempos de glória
A queda é expressiva quando comparada com os 51.500 automóveis vendidos em 2017. Mesmo o crescimento registado até 2023, quando foram entregues cerca de 26.600 unidades, acabou por não se sustentar.
Modelos como o Grecale e o Levante perderam força, enquanto os elevados custos de desenvolvimento e os baixos volumes de produção continuam a pressionar as contas.
A Maserati não está actualmente à venda e a Stellantis deverá apresentar um novo plano para a marca em Dezembro. Entre as novidades previstas está uma nova geração do Grecale, esperada para 2027.
China como tábua de salvação
A estratégia representa uma mudança significativa para uma marca que sempre fez da identidade italiana um dos seus principais argumentos.
Se a parceria avançar, a Maserati poderá encontrar na tecnologia e na indústria chinesas uma das chaves para recuperar competitividade — e garantir o seu futuro dentro do grupo Stellantis.

