Há 40 anos, a Citroën decidiu fazer uma coisa pouco habitual: pegar numa berlina confortável e transformá-la num verdadeiro desportivo sem estragar aquilo que fazia os Citroën serem diferentes. Assim nasceu, em julho de 1986, o BX GTi.
Com apenas 1.025 kg, o motor 1.9 de quatro cilindros desenvolvia 125 CV e 175 Nm, permitindo atingir quase 200 km/h. Números que, nos anos 80, eram bastante respeitáveis.

Mas o verdadeiro trunfo estava na suspensão. O BX GTi manteve a famosa suspensão hidropneumática da Citroën, aqui com uma afinação mais firme, conseguindo juntar comportamento desportivo com um nível de conforto que muitos rivais não conseguiam oferecer.
Por fora, recebeu uma imagem mais agressiva, com guarda-lamas alargados, spoiler traseiro, jantes específicas, faróis de nevoeiro e os inevitáveis logótipos GTi.
Depois vieram 160 CV
Em 1988, a Citroën puxou ainda mais pelo BX e lançou o GTi 16 Válvulas. O motor 1.9 passou a debitar 160 CV, permitindo atingir 218 km/h e acelerar dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos. Tornou-se também um dos primeiros automóveis franceses de produção em série a utilizar um motor multiválvulas.
E a história não ficou por aqui: em 1989 surgiu o BX GTi 4×4, com tração integral permanente e distribuição de binário de 53/47% entre os dois eixos.

Um clássico que merece ser lembrado
O BX já era um enorme sucesso. Desenhado pela Bertone sob orientação de Marcello Gandini, ultrapassou os 2,3 milhões de unidades produzidas entre 1982 e 1994. O GTi foi uma das versões mais interessantes dessa história e manteve-se em produção até 1993.
Hoje, 40 anos depois da sua estreia, o BX GTi continua a ser um excelente exemplo de uma época em que os fabricantes ainda conseguiam fazer carros desportivos relativamente simples, leves e, acima de tudo, com personalidade. 125 CV, 1.025 kg e suspensão hidropneumática. Quatro décadas depois, a receita continua a ter piada.


