Investimento americano valoriza equipa de fórmula 1 Aston Martin

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Investimento americano valoriza equipa de fórmula 1 Aston Martin

Jefferson Slack, diretor-geral da Aston Martin, afirmou que “as...

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Jefferson Slack, diretor-geral da Aston Martin, afirmou que “as equipas estão subvalorizadas em comparação com as franquias norte-americanas” durante o Grande Prémio de Fórmula 1 de Mónaco de 2026. Esta declaração surge setenta e seis dias antes de a Aston Martin anunciar que o proprietário da equipa de futebol americano New York Jets adquiriu uma participação na equipa de Fórmula 1. Os membros da equipa têm sido claros ao afirmar que a diferença entre as avaliações das equipas de F1 e as das franquias desportivas norte-americanas não deveria existir.

A aquisição por parte de Robert ‘Woody’ Johnson foi a terceira notícia relacionada com franquias desportivas americanas na semana, surpreendendo muitos. Slack destacou que as equipas de F1 estão avaliadas entre seis a sete vezes a receita, enquanto uma equipa da NBA pode ser avaliada em doze vezes a receita. “Existem apenas 11 equipas de Fórmula 1, e provavelmente sempre haverá apenas 11. O risco é relativamente baixo, uma vez que temos uma presença global e contratos a longo prazo, e o desporto continua a crescer”, disse Slack.

Zak Brown, CEO da McLaren, apoiou o ponto de vista de Slack, referindo em conversa que “os valores nunca pararam de subir”. Ele recordou que, após cada contrato recorde em qualquer desporto, muitos consideram os valores exagerados, mas, cinco anos depois, esses valores continuam a aumentar. Flavio Briatore, ex-proprietário da Benetton, expressou a sua incredulidade ao comparar os valores atuais das equipas: “Eu vendi a minha parte na Benetton, e o valor da equipa era de 80 milhões de dólares. Agora, estamos a falar de 3,5 ou 4 mil milhões de dólares.”

As avaliações das equipas de F1 estão a tornar-se um tema cada vez mais relevante, tanto dentro do paddock como fora dele. Com o interesse crescente no potencial financeiro da Fórmula 1, também surgiram novas dinâmicas na estrutura de propriedade das equipas, refletindo a tendência de investimentos de capital privado. Dorilton Capital, por exemplo, representa uma abordagem de capital privado distinta, contrastando com a má reputação deste tipo de investimento no futebol no Reino Unido.

Matthew Savage, da Dorilton, partilhou a sua visão sobre as avaliações, destacando que em 2020 as equipas de F1 estavam avaliadas em cerca de uma vez a receita, enquanto equipas da NFL e NBA eram avaliadas entre sete e dez vezes. Ele acredita que a escassez de equipas de F1 e o seu apelo global levarão a um aumento nas avaliações futuras. O impacto dos negócios de investimento desportivo também é visível em transações recentes, como a venda da equipa de basquetebol LA Lakers, que alcançou um preço de 12,5 mil milhões de dólares, aumentando a valorização do sector.

O futuro da valorização das equipas de Fórmula 1 continua a ser incerto, mas o apetite por investimentos desportivos parece estar a aumentar. A próxima grande transação que poderá fornecer dados concretos sobre avaliações pode acontecer em Setembro, quando a Otro Capital estiver livre para vender a sua participação na Alpine, uma situação que Briatore descreveu como “completamente louca”. A crescente procura por activos desportivos, especialmente em F1, poderá transformar a forma como o mercado vê as equipas, levando a uma valorização que poderá superar a de franquias icónicas como os Yankees e os Lakers.

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