A Singer Vehicle Design, empresa sedeada na Califónia, especializada tanto no restauro, como na modificação, de exemplares clássicos do Porsche 911, tem uma nova criação. A firma fundada, em 2009, por Rob Dickinson, ex-vocalista e guitarrista da banda inglesa “Catherine Wheel”, e batizada com o nome de engenheiro histórico da marca alemã (Norbert Singer), baseou-se num exemplar da geração 964 e, a pedido do seu proprietário, produziu o Sorcerer (“feiticeiro”, traduzindo do inglês para o português), que, comparado com o original, é mais extremo na imagem e na potência.
Para esta criação, os especialistas da Singer inspiraram-se no conceito DLS Turbo (acrónimo de Dynamic and Lightweighting Study), e levaram a cabo uma operação de transformação do 911 recebido que implicou a desmontagem e a revisão total do veículo, do interior aos órgãos mecânicos. A que se seguiu a otimização do châssis, por forma a prepará-lo para o aumento da capacidade dinâmica e da potência.
No que à mecânica diz respeito, o seis cilindros Boxer, com 3,8 litros de capacidade, depois de apurado pela equipa da Stinger, recebeu dois turbocompressores de geometria variável, e passou a desenvolver mais de 700 cv. Ao passo que a caixa manual de seis velocidades dispõe de seletor sobrelevado e sistema de engrenagem exposto; e o novo sistema de escape, fabricado em Inconel e titânio, conta com ponteiras laterais, posicionamento que beneficia a sonoridade da mecânica.




A experiência da Singer com a fibra de carbono levou, por seu turbo, à conceção de um kit de carroçaria específico, inspirado na competição, como o demonstram os para-choques de maiores dimensões, e a asa posterior muito volumosa. Desenvolvido com recurso a análises de dinâmica por computação (CFD), melhorou o desempenho aerodinâmico e a refrigeração dos componentes mecânicos, e contribuiu, ainda, para o aumento da rigidez estrutural, e para a diminuição do peso.
A suspensão também foi melhorada, assim como o sistema de travagem, que passou a contar com discos carbocerâmicos da CCM-R. O condutor pode selecionar cinco modos de ação (Road, Sport, Track, Off e Weather), que alteram os modos de atuação e de intervenção dos controlos de tração e estabilidade.



Este 911 muito especial foi pintado na cor “Fantasia Blue” com efeito gradiente, que escurece da dianteira para a traseira do automóvel. A parte inferior conta com carbono acetinado, e as jantes contruídas em magnésio forjado (de 19’’ no eixo dianteiro, de 20’’ atrás) dispõem de porca de aperto central, e de acabamentos em cor champanhe, estando revestidas por pneus Michelin Pilot Sport Cup 2.
A Singer também permite que os proprietários personalizem os interiores dos automóveis, de acordo com as suas preferências. Neste caso, pediram-se bancos em couro Pebble Grey, com encostos em Alcantara Pearl Grey, e apontamentos contrastantes em champagne. Os acabamentos brilhantes também são em champagne, e há mais fibra de carbono acetinada na parte inferior do habitáculo. Por fim, até a instrumentação do 911 foi repensada, ganhando manómetros “flutuantes”, fabricados à mão, e inspirados na relojoaria.








