Depois de lançar os revistos 308 e 308 SW, a Peugeot apresentou a primeira atualização do 408, também assente na plataforma EMP2, com abertura de encomendas confirmada para o primeiro trimestre de 2026, e primeiras entregas a clientes previstas para abril. A ambição da marca do leão é reposicionar-se no topo do segmento dos familiares compactos, e incrementar as vendas do modelo fabricado em Mulhouse, França, as quais ficaram aquém das expectativas em 2024 e 2025, sobretudo quando comparadas com as dos seus mais diretos concorrentes, como o Skoda Octavia, já que o modelo checo, comercialmente, soma e segue na maioria dos mercados europeus.
Visualmente, a modernização do 408 é bem mais significativa na frente do que na traseira, e do que no interior. Por comparação com o modelo original, distingue-se pelo desenho dos grupos óticos, da grelha frontal, dos para-choques e das jantes (17’’, 19,’’ e 20’’, dependendo do nível de equipamento). O logotipo da casa de Sochaux é iluminado na frente nos níveis GT e GT Exclusive, por oposição ao lettering Peugeot na traseira, iluminado em todas as variantes da gama, garantindo uma assinatura luminosa diferenciada e uma identidade diferenciadora.





No interior, a renovação foi menos profunda: alguns materiais novos, e grafismo revisto para a instrumentação e para o sistema de infoentretenimento. O qual é proposto em duas versões: i-Connect no nível Allure, i-Connet Advanced nos demais, em ambos os casos com ligações Apple CarPlay e Android Auto sem fios, embora só a mais evoluída conte com navegação conectada (TomTom Connected), ChatGPT e tecnologia de geolocalização.
Na oferta de motorizações, não mais do que três opções: Hybrid 145, Plug-In Hybrid 240 e E-408. A primeira, já conhecida, combina o motor 1.2 Turbo a gasolina de 136 cv com um motor elétrico de 29 cv – integrado no módulo da caixa pilotada e-DSC6, de dupla embraiagem e seis velocidades, e alimentado por uma bateria com menos de 1 kWh de capacidade, entra em ação apenas pontualmente, mas, ainda assim, o suficiente para que até 50% da condução em cidade ocorra em modo 100% elétrico, o que é ilustrativo do seu contributo para a eficiência do sistema híbrido de 48V. Com um rendimento combinado de 145 cv e 230 Nm, o renovado 408 Hybrid 145 anuncia 9,4 segundos nos 0-100 km/h, 205 km/h de velocidade máxima, e um consumo médio de 5 l/100 km.





Modificações mais profundas na variante híbrida plug-in, desde logo, devido ao aumento da potência combinada de 225 cv para 240 cv. Neste caso, conjugam-se o 1.6 Turbo a gasolina de quatro cilindros e 180 cv, o motor elétrico, também, com 180 cv, a caixa pilotada e-DSC7, de dupla embraiagem, e sete velocidades, e a bateria com 14,6 kWh de capacidade (em opção, possível de recarregar através do carregador embarcado de 7,4). Na norma de homologação WLTP, o 408 Plug-In Hybrid 240 consegue percorrer até 85 km em modo exclusivamente elétrico, não tendo sido ainda divulgados dados relativos aos respetivos consumos.
Finalmente, no E-408, motor elétrico com 213 cv e bateria com 58,2 kWh de capacidade. A Peugeot reivindica um consumo médio de 14,7 kWh/100 km, e 456 km de autonomia. E existem novas funções: pré-condicionamento da bateria, VL2 (alimentação de dispositivos elétricos externos) e Plug & Charge (o posto de carga, dispondo dessa capacidade, identifica o automóvel de forma automática).








