Oliver Solberg Desafia a Gravidade e o Caos para Dominar a Etapa do Rally de Monte Carlo!
Num desfecho eletrizante no Rally de Monte Carlo, Oliver Solberg demonstrou não apenas habilidade, mas pura audácia, ao navegar milagrosamente através de uma caótica Etapa 12. Apesar de uma dramática saída de pista, onde colidiu com uma vedação e entrou num campo, Solberg emergiu vitorioso, solidificando a sua liderança com uma impressionante vitória de 1,9 segundos sobre o rival Elfyn Evans.
Desde o início do rally, Solberg tem sido uma força a ter em conta, mantendo a posição de frente desde a segunda etapa na noite de quinta-feira. No entanto, as condições traiçoeiras da segunda passagem de La Bréole/Bellaffaire transformaram a etapa numa arena gladiatorial para o campo Rally1. Com as equipas de notas de percurso atrasadas, a etapa tornou-se um pesadelo para muitos pilotos, e os erros foram abundantes.
O momento angustiante de Solberg ocorreu quando ele perdeu o controlo do seu Toyota durante uma curva acentuada à esquerda, fazendo-o colidir com barreiras e entrar num campo. Notavelmente, ele conseguiu recuperar o controlo, virando o carro e voltando em alta velocidade para a etapa. “Não sei o que aconteceu ali, mas fui tão cuidadoso durante toda a etapa,” comentou Solberg, refletindo sobre o seu momento quase desastroso. “Tinha sulcos nas minhas notas de percurso, estava apenas a tentar seguir os meus sulcos e numa saída havia neve total e eu não sabia, e tive sorte. Muito sorte.”
Entretanto, Elfyn Evans, que agora se encontra a 1 minuto e 4,7 segundos de Solberg, expressou a sua frustração com as condições desafiadoras. “Inacreditável, realmente inacreditável. Pensas que está a melhorar e depois recebes imediatamente este tremor nervoso do carro; é horrível,” lamentou.
Na luta pelo segundo lugar, Sébastien Ogier optou por uma abordagem mais cautelosa, reconhecendo o perigo da especial. “Eu desacelero,” disse Ogier. “Não queria arriscar nessas condições. Era basicamente incontrolável.” À medida que Evans se distanciava, Ogier manteve uma vantagem de 26,6 segundos sobre ele, indicando um jogo estratégico de risco versus recompensa.
A especial não foi isenta de desafios para outros concorrentes também. Thierry Neuville enfrentou uma saída de pista desanimadora, declarando, “Eu fui um passageiro do início ao fim. Não tive controlo.” O seu colega de equipa, Adrien Fourmaux, também se viu numa saída de pista, mas conseguiu cronometrar o quarto tempo mais rápido, enquanto Grégoire Munster, apesar da sua própria saída de pista, terminou em quinto, demonstrando resiliência em meio ao caos.
A equipa de Takamoto Katsuta enfrentou um desafio incomum, uma vez que o seu navegador, Aaron Johnston, recorreu a ler informações do seu telefone depois de a equipa não ter conseguido fornecer atualizações. “Aaron fez um bom trabalho,” elogiou Katsuta. “Não obtivemos informações da equipa de gravel, estávamos a perder os últimos quilómetros, por isso ele fez o seu melhor e tentou fazê-lo [no telefone].”
À medida que o rali avança, Hayden Paddon testemunhou uma desmotivadora queda fora do top 10, perdendo mais de quatro minutos após deslizar para fora da estrada, sendo apenas resgatado por espectadores. Entretanto, o rali de Sami Pajari chegou a um fim abrupto após ter um acidente no início do teste, desviando-se para um banco de neve e colidindo com uma árvore.
O Rali de Monte Carlo continua a proporcionar um drama de cortar a respiração, e enquanto Solberg se mantém resiliente na linha da frente, uma coisa é clara: este rali está longe de estar terminado, e as apostas nunca foram tão altas!








