A Revelação Desgostosa de Pierre Gasly: O Agressivo ‘Estalo na Cara’ da Brutal Realidade da F1
Num desabafo chocante que fez ondas na comunidade do desporto motorizado, Pierre Gasly expôs a amarga desilusão que enfrentou após conquistar o título de GP2—uma conquista que acreditava que o catapultaria diretamente para o glamoroso mundo da Fórmula 1. Em vez disso, deparou-se com uma realidade esmagadora que se sentiu como um “estalo na cara.”
Gasly, que triunfou na ferozmente competitiva série GP2 com a PREMA Powerteam, esperava que a sua vitória no campeonato lhe garantisse um cobiçado lugar a tempo inteiro na F1. Mas o destino tinha outros planos. Em vez de celebrar uma promoção, Gasly viu-se relegado ao papel de piloto reserva para a temporada de 2017—uma mudança que o deixou em estado de incredulidade. “Foi tão difícil de aceitar. Disseram-me, ‘Se ganhares o campeonato de GP2, vais ter uma oportunidade na Fórmula 1,’” contou Gasly, com a voz tingida pela frustração de esperanças desfeitas. “Foi como um estalo na minha cara. Pensei, ‘OK, o que mais preciso fazer?’ Mantive a mentalidade de que teria a minha oportunidade.”
O caminho para a F1 é frequentemente repleto de obstáculos, e a jornada de Gasly não foi exceção. Apesar da sua performance estelar na GP2, viu-se a servir como piloto reserva para a Toro Rosso, enquanto competia na exigente série Super Formula. No entanto, o destino bateria em breve à sua porta. Durante o fim de semana do Grande Prémio da Malásia, Gasly recebeu uma chamada eletrizante de Helmut Marko, instando-o a preparar-se para a sua tão aguardada estreia. “Lembro-me de estar a saltar na minha cama na Malásia,” exclamou, recordando o momento que virou a sua sorte.
Finalmente a assumir o volante no Grande Prémio da Malásia de 2017, a excitação de Gasly era palpável. “Quando tive a oportunidade, fui o mais feliz,” disse ele, refletindo sobre a emoção de estar no controlo da sua carreira pela primeira vez. Embora tenha conseguido garantir um respeitável 12.º lugar nas últimas cinco corridas, a grande oportunidade que tanto desejava finalmente tinha chegado.
A ascensão de Gasly não parou por aí. No ano seguinte, foi promovido à equipa irmã da Red Bull, a Toro Rosso, onde rapidamente causou impacto ao terminar em 4.º lugar no Bahrein durante apenas a sua segunda corrida. Esta performance desencadeou uma onda de especulação, posicionando-o como a próxima grande estrela da linha da Red Bull. “Criou imediatamente um enorme burburinho,” notou Gasly, ciente das expectativas que agora repousavam sobre os seus ombros.
Mas o drama não terminou aí. Após a saída inesperada de Daniel Ricciardo da Red Bull, as apostas subiram ainda mais. Gasly encontrou-se numa batalha de alto risco pelo cobiçado lugar, enfrentando Carlos Sainz. “Logo após Budapeste, o Daniel anunciou que estava a sair [da Red Bull]. Lembro-me de chegar à Grécia para as minhas férias, e foi como, ‘Uau, o Daniel está a ir,’” recordou ele. A tensão culminou numa chamada telefónica que lhe mudaria a vida de Helmut Marko, confirmando a promoção de Gasly para a Red Bull Racing na temporada de 2019—apenas seis meses após o seu primeiro ano completo na F1.
A jornada de Pierre Gasly, desde campeão na GP2 até uma passagem tumultuada pela Fórmula 1, é um poderoso testemunho de resiliência diante da adversidade. A cada reviravolta, ele provou que o caminho para o sucesso no automobilismo é tudo menos simples, repleto de desafios inesperados e vitórias arduamente conquistadas. Esta narrativa cativante sublinha a busca incansável pelos sonhos contra todas as probabilidades, e à medida que Gasly continua a traçar o seu caminho no mundo das corridas, os fãs podem apenas assistir com admiração e expectativa.








