A Jaguar confrontou-se, recentemente, com rumores acerca de uma mudança na sua estratégia para a produção de uma nova gama nova de modelos disponíveis apenas com motorizações elétricas. Mas a marca da JLR, organização que também integra a Land Rover, e é propriedade da indiana Tata Motors, desmentiu, rapidamente, as notícias sobre a possibilidade de recuperar os motores de combustão, para também propor sistemas de propuslão híbridos. O diário londrino The Times, citando fontes do fabricante britânico, fez eco, justamente, dessa informação, somando-lhe, ainda, a notícia da formação de uma equipa de estudo para investigar o potencial de integração de sistemas híbridos na nova plataforma.
A Jaguar Electric Architecture (JEA), recorde-se, foi planeada para automóveis 100% elétricos, mas a JLR, alegava-se então, equacionava a possibilidade de adaptá-la a um sistema com extensor de autonomia, em que o motor a gasolina funcionasse somente como gerador de eletricidade para carregamento da bateria. O casa do felino, rapidamente, negou tais informações, e reafirmou o compromisso assumido em 2024, na apresentação do Concept Type 00: “Temos a missão de reinventar a marcam e mantém-se tudo: três automóveis de luxo, e todos com motores elétricos”, referiu um responsável da empresa.
De acordo com a mesma fobte, o primeiro dos três modelos, o Gran Turismo (GT), antecipado pelo Concept Type 00 (a que se seguirão um SUV, em 2027, e uma berlina de formato mais convencional, em 2030), poderá ser encomendado já a partir da primavera (preços desde €110 000 nos principais mercados europeus), mesmo que a apresentação oficial esteja agendada apenas para o verão, e as primeiras entregas para o final do ano. O plano da Jaguar é posicionar-se, comercialmente, como concorrente da Bentley, marca inglesa de automóveis de luxo do Grupo VW.






Confirmando a proximidade do início da produção em série, a equipa que trabalha no desenvolvimento do Jaguar GT deslocou-se até Arjeplog, localidade sueca próxima da fronteira do Círculo Polar Ártico, para cumprir uma importante etapa do programa, já que o clima da região, nesta época do ano, permite experimentar todos os sistemas do automóvel em condições (muito) extremas, devido à combinação de frio, gelo e neve. O modelo tem quatro portas, como o Audi e-tron GT e o Porsche Taycan, mas mede 5,2 m de comprimento, enquanto os dois adversários alemães têm menos de 5,0 m.
O design remete para as proporções normalmente associadas aos mnodelos mais representativos da Jaguar: dianteira longa, traseira curta, e habitáculo (muito) recuado. Tecnicamente, o construtor britânico confirmou o recurso a um sistema de propulsão com três motores elétricos, e uma bateria com 120 kWh de capacidade, e promete uma autonomia de até 640 km. A arquitetura de 800 V beneficiará quer a potência, quer a velocidade de (re)carregamento.
O Jaguar GT, ao contrário do Porsche Taycan, privilegiará muito mais o conforto de rolamento, o luxo ou a sofisticação, do que o desempenho desportivo, mas esta orientação não significa menos competências dinâmicas. Prova-o, por exemplo, o facto de o châssis recorrer a uma suspensão com amortecedores ativos de duas válvulas (para controlo independente da compressão e da extensão), e molas pneumáticas, a um eixo traseiro direcional, e à tração integral. E a colocação da bateria entre os eixos baixa o centro de gravidade, o que beneficia, e muito, o comportamento.
Para o Jaguar GT, e demais membros da nova família de automóveis elétricos da marca de Coventry, a equipa de desenvolvimento trabalha, também, na validação de uma nova tecnologia: o ThermAssis. Segundo o anunciado, trata-se de um dispositivo eletrónico de controlo térmico, que recupera calor para o sistema de propulsão e o habitáculo, permitindo uma redução de até 40% no consumo de energia sempre que as temperaturas exteriores são muito negativas (-10º C), por forma a otimizar a autonomia em condições de frio extremo, como as encontradas pela Jaguar nesta deslocação à Escandinávia.














