Depois do lançamento do Nº8 e do Nº4, acaba de ser apresentado o DS Nº7, a segunda geração do modelo mais bem-sucedido da marca de luxo francesa “do grupo Stellantis. Um SUV que, a partir de agora, passa a estar disponível nas versões elétricas FWD (230 cv e tração dianteira), FWD Long Range (245 cv, tração dianteira, e 740 km de autonomia anunciada no ciclo combinado WLTP) AWD Long Range (350 cv e tração integral), assim como numa variante híbrida com 145 cv.
O DS Nº 7 sucede ao DS 7 Sportback, apresentado em 2017 (somente em 2023 abandonou a designação Sportback, passando a chamar-se, simplesmente, DS 7), baseado na plataforma EMP2, e fabricado em Mulhouse, França. Já o novo modelo assenta na plataforma STLA Medium, estreada pela Peugeot em 2024, na terceira geração do 3008, e é produzido no Centro Premium que a Stellantis detém na região de Melfi, Itália, também o “berço” do DS Nº 8, do Fiat 500X, e dos Jeep Renegade e Compass.
O DS N°7 é muito semelhante ao DS 7 na largura (1,90 m) e na altura (1,63 m), mas ganha 7 cm em comprimento, passando a medir 4,66 m, e a distância entre eixos aumenta de 2,74 m para 2,79 m, o que contribui, de forma muito efetiva, para uma superior habitabilidade, e para uma maior capacidade da bagageira (aumenta muito ligeiramente, de 555 litros para 560, dependendo da motorização). No entanto, genericamente, os franceses concentraram-se apenas na otimização das qualidades do modelo compacto: “Não mudamos os ingredientes das receitas boas”. Para o design, a equipa inspirou-se, sobretudo, no protótipo DS Aero Sport Lounge, de fevereiro de 2020, e o Cx de 0,26 prova a possibilidade de combinar eficiência e elegância.



Na mala, duas posições para fixação da plataforma de carga, o que melhora muito a respetiva versatilidade. Existe um compartimento dedicado, para a arrumação dos cabos de carregamento (só nas versões elétricas, obviamente), o que prova a atenção ao detalhe da DS Automobiles na conceção deste automóvel. Os ocupantes dos bancos traseiros beneficiam de mais espaço para as pernas, e as superfícies vidradas e o tejadilho panorâmico melhoram a sensação de bem-estar a bordo.
O DS Nº7 incorpora a nova assinatura luminosa da marca, com os faróis dianteiros DS Light Blade, em forma de “V”, combinados com a grelha iluminada DS Luminascreen. Assim, segundo a casa gaulesa, foi melhorada a identidade visual, tornando-a mais expressiva e impactante, e foi otimizada a gestão dos fluxos de ar. Atrás, os farolins combinam elementos horizontais e verticais, que também asseguram que o SUV sobressai na paisagem automóvel.
Na nova gama, três versões elétricas E-Tense, com 230 cv, 245 cv ou 350 cv (260 cv, 280 cv ou 375 cv, respetivamente, com a função Boost ativada, quando o acelerador é pressionado com vigor no modo de condução mais desportivo. A primeira tem bateria com 74 kWh de capacidade, a segunda e a terceira dispõem de uma bateria com 97 kWh. Só a combinação de topo beneficia de quatro rodas motrizes, mas a que tem melhor autonomia é a intermédia, de 740 km no ciclo combinado – são anunciados “apenas” 543 km para a primeira, e 679 km para a terceira.
O sistema de carregamento rápido admite potências de até 160 kW, o que permite recuperar de 20%-80% da carga em 27 minutos (31 minutos na bateria mais pequena). O sistema tem função de pré-condicionamento térmico da bateria, ativado de forma automática (via navegação) ou manualmente, assim como função Plug & Charge, que simplifica o processo nos postos compatíveis com esta operação.
Em termos de prestações, a versão mais rápida é a AWD Long Range: 0-100 km/h em 5,4 segundos (7,7 segundos na FWD, e 7,8 segundos na FWD Long Range). Nos três E-Tense, a velocidade máxima está, eletronicamente, limitada a 190 km/h. A DS Automobiles, independentemente do nível de performances, garante que a entrega de potência é progressiva (logo, orientada para o conforto, facto que respeita a filosofia da marca francesa).
O DS N°7 também é disponibilizado com uma motorização híbrida de 145 cv, que combina um 3 cilindros a gasolina (1.2 Turbo) com um motor elétrica (21 kW/28 cv) integrado na caixa automática de dupla embraiagem e seis velocidades. São anunciados um consumo combinado de 5,3 l/100 km, e até 50% de condução e, modo 100% elétrico em ambiente urbano.



No movo SUV da DS Automobiles foram aplicadas muitas tecnologias de apoio à condução, e de conectividade. Entre os destaques, o DS Drive Assist 2.0, para condução semiautónoma de nível 2 (gere a velocidade e o posicionamento do automóvel no centro da faixa); o DS Pixelvision (iluminação adaptativa); e o DS Iris System 2.0 (centraliza as funções do veículo num ecrã 16’’ colocado no centro do tablier, admite controlo por voz, e tem muitos serviços conectados). A que se junta o head-up display de grandes dimensões.
Nas versões elétricas, a experiência de utilização é reforçada por funcionalidades como o planeamento de rotas EV Routing, que integra dados em tempo real sobre o consumo de energia e o estado da bateria, e a função V2L (Vehicle-to-Load) para alimentação de equipamentos externos. Para a instrumentação digital, ecrã de 10’’.
E o conforto continua a ser um dos pilares do best-seller da DS Automobiles, em boa parte devido à suspensão ativa DS Acitve Scan Ssupension, em que uma câmara “lê” a estrada, e adapta o funcionamento do amortecimento de forma contínua, garantindo um equilíbrio entre agilidade, estabilidade e suavidade de rolamento. O isolamento acústico foi otimizado com recurso a materiais absorventes e vidros laminados; e, por fim, a marca francesa anuncia diferentes ambientes interiores, combinações de Alcantara, couro Nappa, madeira e alumínio, e acabamentos inspirados na relojoaria.








