Acabam de ser divulgadas as primeiras imagens e informações do novo BYD Atto 3 Evo, modelo que mais não é do que a revisão (extensíssima) do SUV compacto que a marca propõe na China desde fevereiro de 2022. E que, depois, lançou em todos os mercados em que opera, tendo chegado a Portugal em maio de 2023, em simultâneo com a própria marca, representada em território luso pela Caetano Auto.
Agora, depois de submetido a uma (muito) abrangente renovação, passa a dispor de mais e melhores argumentos, graças a uma intervenção que não visou, apenas, o exterior e o interior, como tantas vezes acontece nos chamados restyling, ou atualizações de meio de ciclo. Também deu origem a progressos no chassis, nomeadamente na suspensão, e nas baterias e nos motores – a razão por detrás da “reivindicação” de mais autonomia de mais e potência, e a explicação para a adição da sigla Evo à designação comercial original.
Exteriormente, as diferenças entre o Atto 3 e o Atto 3 Evo são subtis, mas existem: novos para-choques, jantes de liga leve e defletor traseiro, o que garante um visual mais moderno e, sobretudo, mais sofisticado. No habitáculo, o volante também é novo, e o seletor da transmissão foi passou da consola para a coluna de direção, o que libertou espaço para arrumação de objetos e, simultaneamente, melhorou a facilidade de utilização.




Em termos de digitalização, o novo painel de instrumentos tem 8,8’’, e, ao centro, do tablier, está montado o ecrã tátil do sistema de infoentreteniment, com 15,6’’ em vez das anteriores 12,8’’. Este equipamento também conta com novidades em matéria de software, graças à adoção do pacote de serviços da Google (Maps e Assistant, por exemplo).
A atualização também permitiu otimizar o espaço interior, com a capacidade da bagageira a aumentar 50 litros, de 440 litros para 490 litros, na configuração normal dos bancos. Rebatendo-se os bancos traseiros, o volume atinge um máximo de 1390 litros, havendo ainda que contar com um frunk com 101 litros sob o capot.
O Atto 3 Evo, cujo lançamento no mercado português está previsto para o próximo mês, tem por base a mais recente evolução da plataforma E-Platform 3.0 da BYD, com uma suspensão posterior com uma arquitetura mais sofisticada (de cinco braços, o que melhora o controlo dos movimentos das rodas); e a bateria, integrada de acordo com o princípio cell to body (faz parte integrante da própria estrutura), passa a contar conta com 74,8 kWh de capacidade (cerca de mais 25% do que anteriormente). A arquitetura elétrica também muda, de 400 V para 800 V, e, assim, a potência de carregamento duplica, para uns expressivos 220 kW – o suficiente, de acordo com a marca chinesa, para, em 25 minutos, a bateria conseguir repor de 10% para 80% da respetiva carga.
As duas motorizações disponíveis também são novas. A versão de acesso à gama, com 312 cv e 380 Nm, e tração traseira, cumpre os 0-100 km/h em 5,5 segundos, e anuncia 510 km de autonomia (apenas 420 km no anterior Atto 3). A derivação de topo, com um motor elétrico por eixo, quatro rodas motrizes, e um rendimento combinado de 448 cv e 560 Nm, promete cumprir os 0-100 km/h em 3,9 segundos, e oferecer uma autonomia de 470 km.












