A BMW já trabalha na próxima geração do BMW Série 1, cuja chegada ao mercado está prevista para 2028. Pela primeira vez, o modelo compacto da marca bávara passará a incluir uma variante totalmente elétrica, numa tentativa de reforçar a presença da BMW no segmento premium compacto elétrico e conquistar clientes mais jovens nos principais mercados europeus.
Apesar do crescimento contínuo dos SUV, o Série 1 continua a desempenhar um papel importante na gama da marca. Só no último ano, a BMW vendeu perto de 200 mil unidades do modelo a nível mundial, com mercados como França e Itália a manterem uma procura significativa pelo hatchback compacto. A estratégia passa agora por modernizar o conceito sem abandonar a identidade do modelo.
O futuro Série 1 deverá manter versões híbridas e motores de combustão assentes na plataforma CLAR de tração dianteira, mas o grande destaque será o novo i1, a versão elétrica desenvolvida sobre a arquitetura Gen6 da BMW. Ao contrário de alguns futuros rivais elétricos da Mercedes-Benz e da Audi, que deverão adotar proporções mais próximas de crossover ou monovolume, o Série 1 elétrico continuará fiel ao formato hatchback tradicional.
Visualmente, o modelo adotará a nova linguagem estética Neue Klasse, já vista nos recentes modelos elétricos da marca. Espera-se um design mais minimalista, superfícies mais limpas e uma frente profundamente redesenhada, aproximando o compacto da nova identidade visual da BMW para a era elétrica.

No interior, a transformação será ainda mais evidente. Deverá abandonar praticamente todos os elementos tradicionais do habitáculo atual, apostando numa abordagem totalmente digital. Entre as novidades esperadas estão um ecrã central de grandes dimensões e o novo sistema Panoramic iDrive, que substitui o painel de instrumentos convencional por uma superfície digital alargada integrada na base do para-brisas.
Ao nível mecânico, os motores a gasolina deverão continuar a marcar presença, incluindo os conhecidos blocos 1.5 turbo de três cilindros e 2.0 turbo de quatro cilindros. A gama vai incluir versões híbridas plug-in com autonomias elétricas próximas dos 100 quilómetros.
Já o futuro i1 deverá recorrer a uma configuração de tração traseira e partilhar vários componentes técnicos com os novos elétricos da marca. A versão base poderá ultrapassar os 300 cv, enquanto uma eventual variante desportiva com assinatura M poderá aproximar-se dos 470 cv, tornando-se potencialmente o Série 1 mais potente de sempre.
A BMW prepara igualmente uma nova geração de sistemas de assistência à condução e plataformas digitais baseadas em inteligência artificial, os chamados “superbrains”, que irão gerir funções de condução, conectividade e eficiência energética de forma integrada.
Com esta nova geração, a BMW tenta garantir que o Série 1 continua relevante num mercado europeu em rápida transformação, equilibrando motores de combustão, eletrificação e tecnologia digital sem abandonar o formato compacto que ajudou a consolidar o modelo ao longo das últimas duas décadas.




