Com o novo BMW iX3 (na versão 50 xDrive, com 469 cv, 210 km/h de velocidade máxima, 4,9 segundos nos 0-100 km/h, e 805 km de autonomia no ciclo combinado WLTP), a casa de Munique tem a primeira aplicação de plataforma Neue Klasse, criada para servir uma nova geração de automóveis 100% elétricos. Na agenda para este ano, e para 2027, a marca alemã prevê mais de quatro dezenas de lançamentos, e uma das certezas é o BMW iM3, com quatro motores elétricos, e potências de 700 cv a 1000 cv! Deste modo, a submarca desportiva do fabricante bávaro, criada em 1972, também participa, e de forma muito mais ativa, no esforço de eletrificação do grupo.
A BMW M, em 2025, somou o 14.º recorde consecutivo de vendas, entregando um total de 213 457 automóveis, mais 3,3% do que em 2024. Durante o mesmo período, o construtor germânico também progrediu nas vendas de automóveis elétricos, com a comercialização de 442 072 unidades, considerando todas as suas marcas, mais 3,6% do que no ano anterior. É este o ponto de partida para o iM3, nome provável do primeiro BMW M movido exclusivamente com motorizações elétricas, cuja estreia no mercado europeu está confirmada para 2027.
Recentemente, a propósito do primeiro contato dinâmico com o iX3 50 xDrive, a BMW apresentou, também, os “segredos” do primeiro M Elétrico, que assentará numa variante otimizada da mesma plataforma, com arquitetura elétrica de 800 V. Trata-se da versão mais desportiva da nova geração i3, modelo com lançamento para este ano, antecipado pelo estudo Vision Neue Klasse.






No putativo iM3, a BMW estreia o sistema M eDrive, que mais não é do que uma adaptação da sexta geração da tecnologia de propulsão elétrica estreada no iX3. Nesta configuração, quatro motores elétricos, um por roda, o que permite o controlo individual da distribuição do binário em acelerações e em desaceleração/travagem. O sistema admite o desacoplamento do eixo dianteiro (a eletrónica comanda o funcionamento de tudo), o que faz com que o veículo consiga funcionar em modo de tração apenas traseira, beneficiando a eficiência, log, a autonomia, caso as condições de condução não obriguem à atuação das quatro rodas motrizes.
A bateria, instalada entre os dois eixos, serve como elemento estrutural, incrementando de forma substantiva a rigidez do veículo, e oferece mais de 100 kWh de capacidade. E, de acordo com a BMW M, no seu primeiro 100% elétrico, trabalha-se afincadamente na otimização da química das células (cilíndricas em vez de prismáticas), da gestão energética, e, ainda, do sistema de refrigeração, uma vez que o sistema tem por missão entregar elevados valores de potência de forma contínua. A potência de carregamento também será superior à admitida pelo iX3, de até 400 kW.
Para o primeiro BMW M totalmente elétrico também são anúncios materiais novos, sobretudo a fibra natural, com propriedades semelhantes às da fibra de carbono, mas menos 40% de emissões de CO2 durante o processo de produção. E o Panoramic iDrive, sistema que muda, substancialmente, a apresentação do painel de bordo, que a marca alemã estreou no iX3, também dominará o tablier da berlina desportiva, integrando os sistemas Panoramic Vision (projeção de informações na base do para-brisas, de extremo a extremo), o ecrã central tátil de 17,9’’, e o head-up display tridimensional.






Por fim, nos Neue Klasse, quatro “supercérebros” controlam o funcionamento de todo o automóvel, que conta com um “Heart of Joy”, uma unidade de controlo que funciona em coordenação com o Dynamic Performance Control, e, num ápice, altera as características dinâmicas do automóvel (aceleração, travagem, direção, etc.). O sistema considera, obrigatoriamente, os programas de condução que intervêm, de forma integrada, na gestão dos sistemas de tração, regeneração de energia, direção e travagem, no ambiente interior, e, até, na apresentação dos ecrãs de bordo.
Para a BMW M, o i3M, e a gama de automóveis que introduz, cumpre a promessa associada à divisão de propor a “Ultimate Driving Machine”, mesmo se equipada com motorizações elétricas, e não de combustão. Também por isso, este modelo é apresentado como “nascido nas pistas e pensado para as estradas”, e pioneiro de uma nova geração de automóveis desportivos. Franciscus van Meel, o homem-forte da BMW M, afirma que a tecnologia Neue Klasse permite “uma experiência de condução excecional, devido à capacidade incrível de recuperação de energia, à tração ótima até ao limite da aderência, e à resposta muito mais direta”.








