Confirmando as intenções da marca dos três diamantes, anunciada pelo seu presidente e CEO, Takao Kato, na edição deste ano do Salão de Tóquio, de lançar um novo SUV ainda 2026 (em princípio, de médio porte, e com inequívocas competências no fora de estrada, cuja silhueta até já terá sido antecipada num vídeo promocional), a Mitsubishi, para esse efeito, prepara-se, também, para fazer regressar o nome Pajero ao seu catálogo. Muito provavelmente, substituído, como sempre foi da tradição, pela designação Montero nos países de língua espanhola, tendo em conta o significado de tal palavra no idioma de Cervantes (mais informações acerca do tema podem, fácil e rapidamente, ser obtidas através de uma simples pesquisa na Internet…).
Documentação obtida pela publicação australiana Drive, entregue pela marca japonesa junto da entidade que regula o registo de patentes e da propriedade daquele país dos Antípodas, por forma a poder no mesmo realizar testes de estrada com protótipos de desenvolvimento, revela diversos detalhes acerca do novo modelo, a posicionar acima do Outlander, e com dimensões ainda mais generosas do que as deste. E tudo aponta para que Pajero será um dos nomes com que será comercializado, recuperando uma nomenclatura abandonada em 2021, quando foi descontinuada a última das quatro gerações do Pajero, originalmente lançado em 1981. Decisão que, a confirmar-se, não será, de todo, desprovida de sentido: tendo em conta o prestígio de que esta designação comercial ainda desfruta em muitas latitudes, e o Pajero ser o modelo com mais vitórias no Rali Dakar (nada menos do que doze, a primeira em 1985, e sete delas consecutivas, entre 2001-2007), dificilmente haveria melhor opção para identificar o novo topo de gama do fabricante nipónico, assim se estabelecendo uma ligação com um passado repleto de boas memórias.
Mas há mais que a documentação em apreço revela. Por exemplo, o VIN (número de identificação do veículo), ao começar por MMA, mostra que o novo Pajero será produzido na fábrica da Mitsubishi na Tailândia, e não no Japão. E, assim sendo, é bem provável que a sua base seja o châssis de longarinas e travessas (ao estilo do Pajero original e do que se lhe seguiu, solução mais robusta, e indicada para o “TT”, do que as monocoques utilizadas nos Pajero das terceira e quarta gerações, assim como nos atuais SUV da Mitsubishi – as dos vendidos na Europa todas oriundas do banco de órgãos da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi) que também está na génese da pick-up L200 produzida naquele país asiático (localmente conhecida como Triton, em Portugal como Strakar). Havendo que esperar lá mais pelo final do ano, quando o modelo for oficialmente apresentado, para saber que motorizações poderão estar sob o capot: Diesel, gasolina, ou híbrido.








