Em 2025, e pela primeira vez em duas décadas de domínio nipónico, a China ficou à frente ao Japão nas vendas mundiais de automóveis novos. Isto é, considerando quer as unidades vendidas nos mercados de origem, quer nos de exportação. Antecipa-o o Nikkei China, indicador baseado em números da consultora S&P Global Mobility e dos fabricantes, que apontam para a vendas de 27 milhões de automóveis chineses em todo o mundo no ano passado, e 25 milhões de automóveis japoneses.
No que respeita aos fabricantes chineses, cerca de 70% das vendas tiveram lugar no mercado doméstico, o maior do mundo desde 2009, em que os NEV (acrónimo para automóveis alimentados por novas energias novas, leia-se: elétricos e híbridos plug-in) representam cerca de 60% das vendas de automóveis novos. E, segundo a mesma fonte, duas marcas baseadas na China, a BYD e a Geely, passam a integrar o Top 10 dos construtores que mais automóveis comercializaram, globalmente, no ano passado.
O desempenho registado pelos fabricantes chineses, e ainda de acordo com o Nikkei China, deve-se, também, ao crescimento que protagonizaram em regiões que os japoneses dominavam, e onde registaram aumentos significativos nas vendas – Sudeste Asiático, América Latina e África, por exemplo. Os construtores nipónicos, em contrapartida, e segundo as previsões, perderam vendas em (muitos!) mercados-chave, como os EUA e a… China!








