Lando Norris conquistou a pole position no Grande Prémio da Hungria, superando a Ferrari por apenas 0,012s, enquanto Lewis Hamilton, que ficou em segundo, sofreu uma penalização de três lugares por ter impedido Oscar Piastri. Esta performance da McLaren não é totalmente surpreendente, dado que as características do circuito de Hungaroring favorecem a manobrabilidade e a tração, atributos que fazem parte do design do MCL40, o carro da equipa de Woking, que possui a distância entre eixos mais curta da grelha.
Uma das principais razões para a melhoria significativa no desempenho é a nova versão do assoalho do carro. Desde o início da temporada, a distribuição de carga tem sido um fator crítico, em parte devido à curta distância entre eixos, que resultou numa instabilidade acentuada e numa hipersensibilidade nas alterações de equilíbrio entre os eixos dianteiro e traseiro. A decisão de adotar uma distância entre eixos extremamente curta foi vista não como uma escolha para alcançar uma dinâmica específica, mas como uma solução imediata para o problema de peso que os carros de 2026 enfrentaram.
A McLaren acreditava que encurtar a distância entre eixos resolveria o problema de peso na sua raiz, especialmente ao equilibrar a redução do peso mínimo de 768 kg com os novos desafios de gestão de energia das baterias. A nova configuração do assoalho, que aumenta a extração de fluxo de ar na secção da base do difusor, promete proporcionar um melhor equilíbrio em diferentes circuitos. Contudo, a confirmação definitiva das correções só poderá ser feita após testes em circuitos de alta velocidade, como Monza, onde a equipa espera gerar mais pontos de downforce.
Outro elemento a considerar é a altura de condução do carro, que varia significativamente consoante a velocidade dos circuitos e as escolhas de configuração mecânica. Em Hungria, a configuração da suspensão é menos rígida em comparação com outros circuitos mais rápidos, e as alturas de condução são ligeiramente superiores para melhor navegação nos ressaltos do circuito. A McLaren também apresentou a sua versão da asa “Macarena”, que deverá ser introduzida em Monza, onde as vantagens que oferece são amplificadas em circuitos rápidos, como os da Itália e do Azerbaijão.
Com estas atualizações, a equipa de Woking está a esforçar-se para transformar o MCL40 numa máquina mais equilibrada do que tem sido desde o início da temporada, uma mudança que poderá ter um impacto significativo nas próximas provas.
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