Fundada por Colin Chapman, em 1955, a Lotus mantém a sua sede em Hethel, no Reino Unido, mas desde 2017 que passou a integrar o grupo Geely, “gigante” chinês sedeado em Wuhan, que também é acionista maioritário de Volvo, Polestar, Smart, Proton Lynk & Co ou Zeekr, por exemplo. Em 2024, a marca britânica abandonou os planos para produzir apenas automóveis 100 % elétricos a partir de 2028, uma vez que a procura por este tipo de motorização no sector dos automóveis desportivos e de luxo não apresentava o crescimento previsto, e decidiu passar a investir também em híbridos plug-in.
Prova disso mesmo, o Eletre X, o escolhido para estrear na Europa a tecnologia X Hybrid: arquitetura elétrica de 900 V; bateria com 70 kWh de capacidade, apta a recuperar de 20-80% da carga em 9 minutos num posto de carregamento rápido; motor de combustão/gerador com 204 cv e função de extensor de autonomia, capaz de fornecer até 25 kWh à bateria em condições ideais, além de auxiliar nas prestações, em caso de necessidade. Com um motor elétrico por eixo, tração integral, um rendimento combinado de 952 cv e 952 cv, e um depósito de gasolina de 52 litros, o Eletre X anuncia 350 km de autonomia em modo totalmente eléctrico (segundo a homologação chinesa CLTC, muito mais otimista do que a europeia WLTP); uma autonomia total superior a 1200 km; e 3,3 segundos nos 0-100 km/h – e oferece seis modos de funcionamento, entre elétricos e híbridos.




Cumprindo-se o programa anunciado pela Lotus, este SUV, assente numa nova plataforma, surgirá na Europa durante o quarto trimestre de 2026, mas, na China, o sistema está já à venda no For Me, que não é mais do que um derivado do Eletre comercializado apenas no mercado doméstico. Desconhecem-se, ainda, todas as especificações da nova versão do “Hyper-SUV” britânico (classificação que a Lotus atribui ao Eletre), mas a marca assegura que o Eletre X europeu apresentará características semelhantes ao chinês, principalmente ao nível da autonomia em modo 100% elétrico, e das “performances”.
Também no For Me, a Lotus demonstra a tecnologia de barras estabilizadoras ativas (sistema a 48 V) que praticamente anula os movimentos da carroçaria nas transferências de massa. Combinando-a com a suspensão adaptativa (amortecedores de duas válvulas), promete-se uma agilidade fora de série. O modelo chinês possui, igualmente, uma asa traseira movel (assume, automaticamente, diferentes ângulos de inclinação, de forma a gerar até 120 kg de downforce), e até os pneus foram especificamente desenvolvidos para este modelo.











