Pelo terceiro ano consecutivo, a cidade de Londres foi considerada a capital mais lenta do mundo em termos de circulação automóvel, com uma velocidade média de 16 km/h. Isto tendo em conta o estudo realizado pela TomTom, a partir dos dados registados pelos utilizadores dos seus sistemas de navegação.
Segundo a empresa neerlandesa, na capital do Reino Unido, o tempo médio necessário para completar uma deslocação de apenas 6 milhas, o equivalente a 9,6 km, é de 35 minutos e 7 segundos, o que corresponde a uma velocidade média de cerca de 16 km/h. Pior, globalmente, só na cidade de Barranquilla, na Colômbia.
O estudo também concluiu que a situação tem piorado de ano para ano, uma vez que a viagem média, em 2025, foi 45 segundos mais demorada no que em 2024. E, assim, também em média, o condutor londrino gastou, no ano passado, cerca de 136 horas do seu tempo pessoal durante deslocações no trânsito da capital de Inglaterra. E o dia 10 de setembro foi o mais lento do ano, devido a greve dos trabalhadores dos transportes públicos da cidade: nesse dia, à hora de ponta, os congestionamentos agravaram-se 135%.
“A classificação de Londres, como a capital mais lenta no Índice de Tráfego da TomTom, confirma a pressão atual sobre as vias da cidade. Muitas dessas ruas foram construídas na Idade Média, e ampliadas durante a era georgiana. Logo, não estão projetadas, nem para o volume, nem para a diversidade e a intensidade, do trânsito atuais”, disse Andy Marchant, especialista em tráfego da TomTom.
Também de acordo com Andy Marchant, os baixos limites de velocidade encontram-se entre os fatores que explicam os níveis elevadíssimos de congestionamento em Londres. Por outro lado, o especialista da TomTom reconhece que os testes com automóveis autónomos, com arranque programado para breve em Londresm representam uma oportunidade ótima para as autoridades locais repensarem a mobilidade na cidade.








