A Lamborghini abandonou o plano para a produção do seu primeiro automóvel 100% elétrico em 2028, de acordo com o “The Times”, que cita o diretor da marca italiana propriedade do Grupo VW, Stephan Winkelmann. E a notícia surge no seguimento do anúncio da venda de 10 747 automóveis em 2025, registo que significa apenas mais 0,6% do que os 10 687 entregues em 2024, mas bem por isso deixa de representar um novo recorde.
Este sucesso da Lamborghini é muito significativo, por coincidir com renovação da gama e com a transição para motorizações híbridas, assim como com um período de incerteza económica e política em todo o mundo. Segundo a notícia do diário londrino, Stephan Winkelmann decidiu abandonar o programa antecipado pelo estudo Lanzadore, de 2023, devido ao risco associado ao projeto, uma vez que a procura por automóveis 100% elétricos no mercado da marca de Sant’Agata Bolognese é reduzidíssima. Todavia, o facto não impediu o desenvolvimento e a produção do Ferrari Luce.




Os resultados da Lamborghini em 2025 deveram-se, sobretudo, ao impacto muito positivo de três modelos com motorizações híbridas plug-in: Revuelto, Temerário e Urus SE. Apoiando-se neste facto, Stephan Winkelmann, e a restante administração da marca transalpina, decidiram que a mesma deve continuar empenhada no desenvolvimento desta tecnologia, esperando-se mesmo a adição de um novo modelo à gama: “Os nossos clientes valorizam muito as experiências emocionais ou sensoriais, que os elétricos ainda não proporcionam”, comentou o CEO da casa do touro.
A decisão de abandonar o projeto Lanzador aconteceu depois de “mais de um ano de reuniões com clientes e concessionários, e de muitas análises de mercado”, afirmou Stephan Winkelmann. “Investir tanto dinheiro no desenvolvimento e na produção de automóveis com tão poucos adeptos significaria uma irresponsabilidade, tanto para os nossos acionistas, como para os nossos funcionários e as suas famílias, pois poderíamos comprometer o futuro da empresa”, concluiu.
Stephan Winkelmann, no entanto, mantém a porta aberta às motorizações elétricas: “Não podemos dizer nunca, mas avançaremos nessa direção apenas quando todas as condições estiverem reunidas. No imediato, continuaremos focados nos híbridos plug-in, desenvolvendo mais esta tecnologia para estarmos bem preparados para o futuro”.








