Kimi Antonelli reconheceu que a decisão de falhar a primeira sessão de treinos livres (FP1) no Grande Prémio da Hungria foi “provavelmente não” a decisão correcta, após a sua prestação difícil na qualificação. O piloto da Mercedes vai arrancar, no mínimo, da quarta posição em Budapeste, numa qualificação onde a marca alemã foi derrotada pela primeira vez em 2026. Lando Norris garantiu a pole position para a McLaren, com a Ferrari a assegurar o segundo e terceiro lugares, embora Lewis Hamilton deva receber uma penalização por obstrução a Oscar Piastri, o que o deverá descer da segunda posição.
Antonelli teve dificuldades em encontrar equilíbrio e sensação no seu W17 ao longo da sessão, tendo realizado 60 minutos de menos treino do que o habitual, tal como Piastri, devido à obrigatoriedade de ceder a FP1 a Fred Vesti, para cumprir a regra que obriga jovens pilotos a perderem duas sessões. O líder do campeonato mundial cumpriu este requisito em Barcelona, mas as condições do circuito húngaro revelaram-se inesperadamente desafiantes, com pó, vento forte e degradação do asfalto a complicarem o desempenho.
Em declarações à comunicação social, incluindo o RacingNews365, Antonelli admitiu que teria sido preferível adiar a sua ausência em FP1 para uma prova menos exigente. “Penso que escolhi provavelmente a pior corrida para faltar à FP1, porque as condições foram muito mais complicadas do que esperávamos,” afirmou o piloto da Mercedes. “O carro tornou-se muito mais difícil de conduzir e, por isso, não foi o ideal, porque talvez tivesse conseguido trabalhar melhor no set-up e começar com melhores inputs na primeira sessão.”
Antonelli destacou ainda a importância de ganhar ritmo com o carro: “Entrar no ritmo de condução é fundamental, e não foi possível na FP1. Não foi ideal, mas pelo menos agora já não tenho essa preocupação.” Sobre a sua volta decisiva, o piloto lamentou um erro na aproximação à última curva: “A volta antes da última curva foi terrível, sabia que podia ganhar algum tempo ali, mas estas coisas acontecem. Estaríamos certamente em P3, mas ainda assim não seria suficiente para a pole position. Estivemos a sete ou oito décimos do melhor tempo, o que é surpreendente, especialmente depois do que mostramos no final do Q2.”
Com este resultado, a Mercedes vê-se obrigada a recuperar terreno numa pista que se revelou complicada para os seus pilotos. A próxima prova será decisiva para perceber se Antonelli e a equipa conseguem ajustar o carro e a estratégia para voltar a lutar pelas posições cimeiras. Já Norris e a McLaren celebram um feito importante, enquanto Ferrari mantém pressão com um desempenho sólido. A penalização esperada de Hamilton poderá ainda alterar o alinhamento de partida, abrindo oportunidades para outros pilotos.
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