Nos dias que correm, não será, porventura, fácil, e menos ainda fora do Reino Unido, encontrar alguém, entre os que não sejam verdadeiros entusiastas do mundo automóvel, para quem o nome Jensen seja minimamente familiar. Mas a verdade é que o carroçador, e fabricante, britânico, fundado em 1935, chegou a desfrutar da invejável reputação que lhe foi granjeada pelos seus desportivos de alta performance, pelo menos até à sua falência, declarada em 1976.
De então para cá, ainda se registaram algumas tentativas para fazer reviver a marca, mas nenhuma foi bem-sucedida, acabando a respetiva atividade, nos anos mais recentes, por assentar, fundamentalmente, na manutenção e recuperação de modelos que marcaram o seu passado, e em iniciativas destinadas a reunir estes ícones de outros tempos, e respetivos proprietários. Agora, meio século volvido, o construtor nascido em West Bromwich, Inglaterra, pretende, uma vez mais, voltar ao ativo, desta feita com um GT de luxo com prestações de exceção, capaz de rivalizar com propostas como as da sua conterrânea Aston Martin.
Para já, não existe muita informação acerca deste novo projeto, antecipado por uma imagem em que apenas é possível discernir a silhueta do veículo. Mas a apresentação oficial está prometida ainda para 2026, e a Jensen International Automotive assegura que a inspiração proveio do Interceptor de 1965 (muito provavelmente, a criação mais emblemática da sua história), mas, ao mesmo tempo, sublinha que não se tratará de uma simples recriação de um ícone de outros tempos, antes de um automóvel totalmente novo, que, em todos os domínios, inclusive o do design, parte, como soi dizer-se, de uma “folha em branco”.
Em termos de estilo, garante-se um visual impressionante, simultaneamente elegante e contemporâneo. No domínio da tecnologia, fica a promessa de uma plataforma em alumínio exclusiva, envolta por uma carroçaria com linhas esguias, construída com base nos materiais mais modernos, sendo o conjunto animado por um motor V8 concebido à medida deste modelo. O objetivo derradeiro é desenvolver um automóvel que seja uma “interpretação verdadeiramente contemporânea de um GT britânico de luxo de altas prestações, que ofereça uma de condução totalmente analógica”, ou seja, uma experiência ao volante emocional e envolvente. Fabricado artesanalmente em Inglaterra, fazendo uso de métodos tradicionais, o novo Jensen será comercializado, pelo menos numa primeira fase, apenas no Reino Unido, e em quantidade extramente reduzida, o que reforça a sua exclusividade, mas deixa antever preços fora do alcance da maioria das bolsas. Ainda segundo a Jensen, este novo projeto baseia-se na sua experiência, longa de décadas, com modelos históricos da marca, estando garantida, para muito, a criação de uma nova divisão independente na empresa, cuja missão é dedicar-se em exclusivo às tarefas que assegurem o desenvolvimento do novo GT da forma mais rápida e eficiente possível.







