Prestes a lançar o novo ID. Polo, na próxima primavera, a VW acaba de apresentar o novo (no hardware e no software) interior destinado à sua mais recente geração de modelos elétricos (e térmicos) criados de acordo com uma linguagem estilística igualmente nova! De seu nome Pure Positive, combina linhas simples e modernas com diversos apontamentos revivalistas, inspirados na história da marca alemã, e materiais sustentáveis de elevada qualidade. E, ao combinar o analógico com o digital, em vez de retrocesso, conseguir-se-á um progresso traduzido nma experiência de utilização muitíssimo mais satisfatória.
O novo interior da VW tem estreia confirmada para o ID. Polo, e é a prova de que a marca de Wolfsburg ouviu as (muitas) críticas formuladas aos interiores com comandos táteis virtuais a mais, e físicos a menos, que introduziu com o ID.3, em 2019, o familiar compacto que estreou a plataforma MEB para uma nova geração de automóveis elétricos. A mudança de abordagem otimiza a associação dos controlos físicos aos monitores digitais, o que elimina a maioria dos pontos fracos identificados pelos clientes.
O Pure Design, no interior do ID. Polo (e no do ID. Cross, que aparecerá no mercado europeu pouco tempo depois), adota uma arquitetura horizontal para o tablier, com os ecrãs digitais da instrumentação (10,25’’) e do sistema de infoentretenimento (13’’) colocados no mesmo eixo visual. Solução que diminui tanto o movimento dos olhos, como a carga cognitiva para o condutor, como o propósito de reduzir fontes de distração que perturbam o cumprimento da missão. Segundo os responsáveis da VW, a estrutura dos menus foi simplificada, é de compreensão e perceção fáceis, e conta com um grafismo de alta resolução.





No entanto, neste cockpit, o mais importante é mesmo a reintrodução de muitos comandos físicos para o controlo das funções principais – climatização e luzes de emergência, por exemplo, beneficiam de botões posicionados, longitudinalmente, numa barra comum, abaixo das saídas centrais da ventilação e do ecrã central. No volante, que também é novo, comandos táteis em vez de hápticos. Finalmente, na consola entre os bancos dianteiros, entre a base para carregamento por idução para dispositivos móveis e os suportes para copos, existem um botão rotativo para comando do sistema de som (até aqui, recorde-se, tanto para adaptar o volume, como para eleger a estação de rádio, tinha de percorrer-se os menus do ercã central). Deste modo, assim o espera a VW, reduz-se uma das barreiras psicológicas à aquisição de automóveis elétricos, com o abandono do minimalismo radical que carateriza a maioria dos modelos do género, independentemente da origem do fabricante.
O ID. Polo também conta com a versão mais moderna do ID. Light. Neste sistema, a faixa de luz interativa no interior, que comunica, visualmente, informações sobre a navegação, as assistências à condução e o estado do carro, passa a estender-se até às portas dianteiras, e não só ao tablier. Segundo a VW, trata-se de uma ferramenta digital mais intuitiva, e, sobretudo, menos perturbadora.
O utilitário elétrico germânico recorre, ainda, a apontamentos emocionais raros em modelos que competem nos segmentos mais baixos do mercado, como o modo opcional de configurações retro da instrumentação. Inspirado no painel de instrumentos da primeira geração do Golf, de 1974 (em 2026, não é demais recordá-lo, celebram-se os 60 anos do Golf GTI original), simula elementos analógicos e nostálgicos num hardware digital moderno, tendo por objetivo aproveitar a oportunidade crida por um modelo que ambiciona massificar a mobilidade 100% elétrica para valorizar a perceção da imagem da VW.



Também por isso, materiais determinantes na redefinição do ambiente no interior. No ID. Polo, o aspeto das superfícies é agradável, sobretudo o do tablier, revestimdo a tecido. A abordagem da VW foi de afastar-se da esterilidade dos habitáculos minimalistas da generalidade dos modelos elétricos, (outra) missão, aparentemente, cumprida com sucesso. Por fim, a marca também investiu muito no campo da sustentabilidade: termoplásticos utilizados nos bancos, nos painéis das portas, no tejadilho, e, até, nos tapetes; têxteis fabricados a partir de fios Sequal, derivados de plásticos oceânicos reciclados, nas versões mais equipadas; e alguns elementos decorativos produzidos em novos compósitos novos.
O ID. Polo, opcionalmente, também pode montar um sistema de som Harman Kardon, bancos dianteiros ajustáveis eletricamente e com função de massagem, e outros itens pouco comuns em propostas do seu segmento. Na base deste modelo, desenvolvido em simultâneo com o VW ID. Cross, o Cupra Raval e o Skoda Epiq, está a plataforma MEB+ (tração dianteira), a sua estreia está prevista para a próxima primavera, e a versão mais acessível deverá posicionar-se abaixo dos €25 000, para atrair número maior de clientes para esta solução de motorização, condição sine qua non para a democratização massificação dos automóveis totalmente elétricos.








