Jim Farley, CEO da Ford, descansou os entusiastas do Mustang, garantindo que o desportivo de referência nos EUA (a marca da oval azul apresentou-o em 1964, e a geração atual, a sétima, encontra-se em produção desde 2024), continuará a contar com caixa de velocidade manual. Este tipo de transmissão, com o aumento do ritmo na corrida à eletrificação do automóvel, é cada vez mais raro nos novos modelos, mesmo nos desportivos orientados para o prazer de condução e para a performance, devido, também, ao excelente desempenho das modernas caixas automáticas, principalmente no que respeita à promoção da eficiência.
No entanto, a Ford continua a reconhecer a importância de manter a opção manual na gama Mustang, com Jim Farley a assegurar que o modelo continuará a ser proposto com uma caixa manual até que as condições dos mercados assim o permitam. Nas declarações a um site australiano especializado no setor automóvel, durante o último Grande Prémio da Austrália, primeira prova do Mundial de Fórmula 1 de 2026, o responsável máximo pela marca de Dearborn reconheceu, também, a importância de a Ford dispor da capacidade de combinar uma capacidade de resposta dupla às exigências e necessidades dos clientes, que não são todas iguais – por um lado, disponibilizando automóveis eficientes e práticos, para uso no quotidiano; por outro, propondo, igualmente, automóveis mais emocionais, pensados para o prazer de condução, vertente na qual uma caixa manual é ainda muito valorizada.




A Ford vendeu 3609 Mustang em janeiro, em todo o mundo, o que representa um crescimento superior a 50%, comparativamente ao primeiro mês de 2025. Ainda assim, depois de ter comercializado mais de 45 000 exemplares em 2025, a marca continua aquém dos números registados no passado. Há duas décadas, por exemplo, a marca norte-americano vendia, em média, quase 160 000 Mustang por ano – e em 1966, dois anos após o lançamento do modelo original, venderam-se meio milhão de exemplares.
A versão mais extrema do Mustang (GTD), equipada com a variante de 815 cv e 900 Nm do 5.2-V8, é muito bem-sucedida nos EUA, mesmo custando 328 000 dólares, o equivalente a €280 000. A marca equaciona, mesmo, aumentar a produção, e até trabalhar no desenvolvimento de uma versão ainda mais potente, de forma a concorrer com o Chevrolet Corvette ZR1X, superdesportivo da rival General Motors (GM), que dispõe de uma motorização híbrida com 1250 cv.








