A Dacia divulgou as primeiras imagens da sua mais recente criação, cuja revelação oficial está confirmada para o dia 10 de março, na apresentação do “futuREady”, o plano estratégico que sucede ao Renaulution, anunciado a 14 de janeiro de 2021 (a 15 de julho de 2025, recorde-se, François Provost substituiu Luca de Meo no comando do Grupo Renault). De seu nome Striker, posicionar-se-á no topo da oferta da marca romena, a par do Bigster, modelo com que partilhará, segundo as informações disponíveis, tanto a plataforma CMF-B (Renault-Nissan), como os cerca de 4,6 m de comprimento, ou os cerca de 2,7 m entre eixos.
Mas a configuração de carroçaria de cada qual diferenciá-los-á o suficiente, com o Striker a aproximar-se muito do formato de carrinha, enquanto o Bigster é um SUV. Ainda que a novel estrela da Dacia não seja anunciada como uma carrinha convencional: a exemplo do Jogger, apresenta-se como um crossover, classificação que combina muito melhor com a imagem do tipo aventureiro, tão do agrado da marca romena do Grupo Renault, mantendo-se quer a filosofia irreverente, quer o preço acessível, dois atributos associados a quase todos os Dacia.
Esse posicionamento está presente no nome, mais uma vez terminado em “er”, como sucede com Bigster, Duster ou Jogger. Segundo a Dacia, esta designação, inspirada na “década de 1980, sugere a potência e a precisão do golpe, do gesto que derruba todos os pinos no ‘bowling’, e muda o rumo do jogo”. Na prática, a marca romena manifesta-se, indiretamente, determinada a acertar (mais uma vez…) no alvo, condição para continuar a aumentar as vendas, e a ganhar notoriedade no mercado. Em 2025, globalmente, o fabricante entregou 697 408 automóveis, mais 3,1% do que em 2024, 601 765 só na Europa (+7,9%), e comemorou a venda de 10 milhões de unidades desde 2004, o ano do relançamento do fabricante baseado em Mioveni, Roménia.








