A Dacia tem um segundo modelo totalmente elétrico na rampa de lançamento, que marcará presença na oferta da marca romena do Grupo Renault juntamente com o Spring. É antecipado por uma primeira imagem que permite perceber as formas de um citadino, nomeadamente a silhueta, que tem por base a mesma plataforma do Renault Twingo E-Tech Electric (proposto em Portugal a partir de €19 490), esperando-se, por isso, dimensões muito semelhantes à do seu “primo direito” gaulês, que mede 3789 mm de comprimento, e 2493 mm entre eixos.
No atual Spring, já da segunda geração, são propostas motorizações com 70 cv ou 100 cv, ambas alimentadas por uma bateria de iões de lítio com 24,3 kWh de capacidade – a Dacia, em termos de autonomia combinada, no ciclo WLTP, anuncia 225 km no primeiro caso (à venda em Portugal a partir de €16 900), e 228 km no segundo (disponível a partir de €18 990 no mercado português). Já o Renault recorre a um motor com 82 cv, e a uma bateria com 27,5 kWh de capacidade, e anuncia uma autonomia de 263 km.
Com a produção do seu segundo citadino eléctrico, que arrancará apenas depois da respetiva apresentação, agendada para o segundo trimestre deste ano, a Dacia pretende cumprir o limite de emissões de CO2 para a média da frota à venda na Europa. O modelo tem estreia comercial planeada ainda para 2026 e, de acordo com fonte da marca, será proposto com preços a partir de €18 000.


O Spring é fabricado pela Renault Dongfeng, em Wuhan, na China, enquanto o novo Dacia elétrico sairá das mesmas linhas de montagem do Twing E-Tech Eletric (Novo Mesto, Eslovénia). E, assim, sendo aprovada, pela União Europeia, a criação da categoria automóvel M1E, o segundo será abrangido pelos benefícios propostos pela Comissão Europeia, para que sejam fabricada no Velho Continente uma geração nova de automóveis elétricos acessíveis.
“A nossa ambição é propormos mais automóveis com esta tecnologia nos segmentos em que a eletrificação está a avançar muito rapidamente”, confirmou Frank Marotte, diretor de vendas da Dacia. “Teoricamente, o Spring será mais barato, mas o preço depende sempre dos incentivos disponíveis em cada mercado e pode dar-se o caso de o novo modelo até poder custar menos nalguns países”, sublinhou.
O mesmo responsável garantiu, também, que a diferenciação entre os dois modelos será assegurada pelo design, e não pela tecnologia. “Queremos contar com dois produtos muito competitivos, e propô-los a preços diferentes”. O Spring, recorde-se, foi atualizado recentemente, e ganhou uma bateria nova, com células de fosfato de ferro e lítio (LFP), e motores mais potentes.
A Dacia soma muitos sucessos na venda de automóveis económicos e pequenos equipados com motores de combustão interna, nomeadamente com o Sandero, o utilitário que terminou 2025 no topo da lista dos automóveis novos mais vendidos na Europa. No entanto, a marca excedeu os limites de CO2, e também ficará acima do máximo em 2026, de acordo com Frank Marotte. Em 2027, todavia, no primeiro ano completo de vendas do derivado do Twingo, missão cumprida. Até lá, o Grupo Renault estará obrigado a suportar o défice de emissões da sua subsidiária romena, segundo noticia o Automotive News Europe.







