CEO da Volkswagen aponta China como exemplo e admite: indústria alemã tem de aprender para sobreviver

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O presidente executivo da Volkswagen, Oliver Blume, defendeu que a indústria automóvel alemã pode retirar ensinamentos do modelo chinês, numa altura em que o grupo avança com um profundo processo de reestruturação para reforçar a sua competitividade.

Planeamento e execução como referência

Numa entrevista publicada no jornal Bild am Sonntag, Blume destacou a forma como a China organiza o seu desenvolvimento industrial, sublinhando a clareza de objetivos e a eficiência na execução.

Segundo o responsável, o país atua de forma altamente estruturada, com prioridades bem definidas e uma abordagem disciplinada, características que, na sua perspetiva, devem ser analisadas pela indústria europeia.

Blume acrescentou que a experiência da Volkswagen no mercado chinês tem sido particularmente reveladora, apontando para um elevado nível de disciplina e capacidade de implementação por parte dos agentes locais.

Concorrência intensa no maior mercado do mundo

O CEO da Volkswagen alertou também para o nível de competitividade no mercado chinês, onde a marca enfrenta mais de 150 concorrentes, num ambiente marcado por forte dinamismo e inovação constante.

Este contexto competitivo tem vindo a pressionar os construtores tradicionais, obrigando-os a adaptar estratégias e acelerar processos de transformação.

Reestruturação profunda em curso

No âmbito dessa adaptação, a Volkswagen mantém em curso um plano de reestruturação que inclui a redução de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030.

A medida integra um esforço mais amplo para tornar o grupo mais eficiente e preparado para enfrentar os desafios de um setor em rápida mudança.

Um sinal de mudança na indústria europeia

As declarações de Oliver Blume refletem uma mudança de paradigma, com um dos maiores construtores europeus a reconhecer a necessidade de olhar para fora do continente em busca de novos modelos de organização e competitividade.

Num cenário global cada vez mais dominado pela inovação tecnológica e pela transição energética, a capacidade de adaptação será determinante para o futuro da indústria automóvel.