Muito por culpa do design moderno, que o tornou num objeto de desejo entre os condutores mais jovens, o Toyota CH-R, SUV compacto originalmente lançado em 2016, a que sucedeu a atual geração, em 2023, contribuiu para uma mudança importante do perfil de cliente do maior construtor mundial, tanto na Europa, como em Portugal, a exemplo do que sucedeu com o Yaris, de 1999. Já C-HR+, visualmente, aproxima-se da imagem ousada do modelo de que herda o nome, mas, tecnicamente, a nova proposta 100% elétrica da marca japonesa tem mais em comum com o bZ4X.
Desde logo por ter por base a plataforma e-TNGA, a mesma do bZ4X, e, embora seja mais curto em comprimento e entre eixos, tal facto não compromete nem a capacidade da bagageira (416 litros), nem a habitabilidade, otimizada pelo piso plano, obtido graças à colocação da bateria entre os eixos. Já a é gama composta por três versões, duas de tração dianteira, uma com quatro rodas motrizes: Exclusive (167 cv, bateria com 54 kWh de capacidade utilizável, 458 km de autonomia no ciclo combinado WLTP, preços a partir de €40 900), Premium (224 cv, bateria com 72 kWh, 607 km de autonomia, desde €45 300) e Lounge (343 cv, bateria com 72 kWh, 501 km de autonomia, desde €53 500).



A versão intermédia é que percorre mais quilómetros com uma única carga da bateria, e a de topo de gama exibe o título de Toyota sem a “etiqueta” desportiva Gazoo Racing (GR) mais rápido nos 0-100 km/h (5,2 segundos). O interior do C-HR+ também remete para o bZ4X, e não para o C-HR, por conservar a instrumentação digital em monitor de 7’’, e o volante de diâmetro inferior ao normal. Para comando do sistema de infoentretenimento, existe um ecrã tátil de 14’’ ao centro do tablier, com comandos físicos do desembaciador e do sistema de som, o que simplifica a utilização durante a condução.
A carga da bateria pode ser reposta através do carregador de bordo de 11 kW (em opção, 22 kW), ou de um carregador rápido com até 150 kW de potência – dispondo a bateria de pré-condicionamento da temperatura, para aumentar a rapidez da operação. Existem quatro níveis de regeneração de energia em desaceleração, selecionáveis através de patilhas no volante, embora nenhum deles seja do tipo One Pedal, capaz de levar o veículo até à imobilização, a que juntam os modos de condução Eco e Snow.










