A Mercedes-Benz está a desenvolver uma nova geração do Classe A, revertendo a decisão anterior de descontinuar a produção do modelo destinado ao segmento dos familiares compactos de prestígio. O lançamento está previsto para 2028, e, segundo fontes identificadas com o processo, a gama beneficiará de motorizações híbridas e elétricas, de acordo com a evolução da procura no mercado europeu.
Segundo a publicação britânica Autocar, o Classe A, na quinta geração, manterá dimensões próximas das do atual, e resistirá à tendência de adotar o formato de crossover ou de “mini-SUV”. Ainda assim, deverá contar com uma posição de condução sobrelevada, consequência da adoção da plataforma MMA (acrónimo de Mercedes Modular Architecture), a base do novo CLA, e de um aumento moderado da distância ao solo, para acomodar o acréscimo de peso.
Em termos de design, o Classe A deverá manter uma silhueta tradicional, mas acrescentando-lhe elementos mais contemporâneos, inspirados na linguagem moderna da marca da estrela. De acordo com a mesma fonte, conte-se com um “nariz de tubarão” semelhante ao do CLA, e com uma linha de tejadilho mais dinâmica, a par de um aumento da distância entre eixos, o que beneficiará a habitabilidade, sobretudo nos lugares traseiros. O interior também sofrerá uma evolução significativa, com um aumento da digitalização, o que significa ecrãs de maiores dimensões, e funcionalidades de conectividade reforçadas.
Mecanicamente, a proximidade técnica ao CLA remete para o possível recurso a motorizações híbridas e elétricas, as segundas beneficiando do apoio da arquitetura de 800 V – antecipam-se , mesmo, potências a partir de 224 cv, e baterias com 58 kWh (LFP) ou 85 kWh (NMC) de capacidade. Outro aspeto em análise é a designação do próprio automóvel, com os britânicos a falarem na hipótese de a Mercedes-Benz optar por um novo nome, como CSA (Compact Sports A-Class), de forma a alinhá-lo com a estratégia atual marca.
Originalmente lançado em 1997, como um mini-MPV, o Classe A ganhou o formato de hatchback em 2012, na terceira geração, adaptando-se às mudanças nas preferências do mercado. Com a nova geração, a marca alemã procura garantir a continuidade de um dos seus modelos mais emblemáticos no segmento dos compactos.








