Variante descapotável do coupé introduzido em 2025, já foi revelado pela marca do cavallino rampante o novo Ferrari Amalfi Spider. O motor V8 biturbo com 640 cv é o mesmo da versão “fechada”, sendo a experiência de condução a céu aberto o grande fator distintivo, com a capota de lona a abrir e a fechar em apenas 13,5 segundos, operação que até pode ser realizada em andamento, até aos 60 km/h.
Inspirado numa das zonas mediterrânicas mais exclusivas de Itália, o Amalfi Spider foi criado para combinar desempenho, elegância e utilização em estrada aberta. Também conserva a configuração interior “2+” do Amalfi “normal”, por contar com dois pequenos bancos traseiros – os quais, ainda que aumentem a versatilidade do habitáculo, são recomendados apenas para crianças, trajetos muito curtos, ou transporte de objetos pessoais.
Como é da praxe, a principal diferença entre o descapotável e o coupé é a substituição do tejadilho fixo metálico por uma capota em lona, parte integrante de uma estrutura muito compacta, que, quando recolhida, tem apenas 220 mm de espessura, permitindo que a capacidade da bagageira seja a mesma nas duas declinações de carroçaria estando a capota colocada (255 litros, baixando para 172 litros quando a capota está recolhida). O isolamento acústico e térmico é assegurado por um tecido de cinco camadas que, segundo a Ferrari, consegue assegurar, neste domínio, níveis comparáveis aos de uma capota rígida retrátil – e a capota também oferece diversas opções de personalização, graças às quatro cores e aos dois tipos de tecido técnico disponíveis, incluindo o novo “Tecnico Ottanio”, cujo padrão cria um efeito tridimensional cintilante sob diferentes condições de luz.






Para além da capota, visualmente, e como não espantará, as alterações encontram-se, sobretudo, na zona do “tejadilho” e nos painéis traseiros da carroçaria. A frente mantém a grande entrada de ar e o longo capot sobre o V8 sobrealimentado, enquanto que a traseira integra um defletor ativo que pode assumir três posições, capaz de gerar até 110 kg de downforce a 250 km/h. Jantes forjadas e elementos em fibra de carbono reforçam a estética desportiva; a cor “Rosso Tramonto”, inspirada nas tonalidades dominantes nos finais de tarde na costa de Amalfi, e caracterizada por uma pigmentação vermelha com reflexos alaranjados, faz a sua estreia no Amalfi Spider.
O habitáculo segue a arquitetura de “cockpit duplo” já conhecida do Amalfi, estando condutor e passageiro separados por uma consola central elevada. Entre os destaques estão o volante com comandos físicos, o regresso do botão de arranque, e um conjunto de seletores concebidos para uma utilização muito intuitiva durante a condução, o que reduz muito o risco de distrações.
O interior conta com três ecrãs (painel de instrumentos digital de 15,6’’; monitor central de 10,25”, para comando do sistema de infoentretenimento e da climatização; e ecrã de 8,8’’ para o passageiro dianteiro), apresenta dados como as forças g, ou regime de funcionamento do motor, e dispõe de ligações Android Auto e Apple CarPlay sem fios, e carregador por indução para smartphones. Pensado para rolar a céu aberto, o novo Ferrari inclui, ainda, um defletor de vento integrado nos encostos dos bancos traseiros, acionado eletronicamente, quee reduz a turbulência no habitáculo quando se conduz sem capota.








A animar o Amalfi Spider está o conhecido 3.8-V8 biturbo com 640 cv/7500 rpm, e 760 Nm constantes entre as 3000-5750 rpm, capaz de, também graças a uma relação peso/potência de 2,42 kg/cv, permitir-lhe cumprir os 0-100 km/h em 3,3 segundos, e alcançar uma velocidade máxima de 320 km/h. Por comparação com o motor que animava o Roma Spider, este V8 apresenta uma evolução que melhora, sobretudo, a gestão da sobrealimentação: os dois turbocompressores passam a ter controlo independente da velocidade de rotação, com limite máximo de 171 000 rpm, melhorando a resposta ao acelerador e a precisão no controlo da pressão. Também foram introduzidos sensores em cada bancada de cilindros, e um novo óleo de baixa viscosidade, que incrementa a eficiência nos arranques a frio, sendo potência transmitida às rodas traseiras por uma caixa automática pilotada de dupla embraiagem e oito velocidades, passível de ser comandada manualmente em sequência através de patilhas montadas no volante.
A dinâmica beneficia de sistemas eletrónicos avançados, incluindo a travagem brake-by-wire (sem ligações físicas) e o ABS Evo, que utiliza dados de um sensor 6D para otimizar a estabilidade durante a travagem – segundo a Ferrari, esta integração tecnológica permite melhorar o comportamento em curva, e o controlo dos movimentos da carroçaria. O condutor pode ajustar o comportamento através do Manettino, e dispõe de cinco opções: Wet, Comfort, Sport, Race e ESC-Off; as jantes de 20’’ estão revestidas por pneus de medida 245/35 R20 na frente, e 285/35 R20 atrás; o sistema de travagem permite imobilizar o Amalfi Spider dos 100-0 km/h em 30,8 metros.








