A norte-americana Ford e a chinesa Geely, ambas sob pressão para baixarem quer os custos de produção, quer os investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias, decidiram estuda a possibilidade de formação de uma parceria que aumente os níveis de competitividade de ambos os grupos. Esta necessidade de colaboração aumentou com o crescimento da competitividade em todo o mundo, e, sobretudo, com a introdução de taxas alfandegárias que degradaram as condições de mercado em muitas regiões.
Fontes próximas dos dois fabricantes confirmaram as conversações, e o interesse da Geely em ativos industriais da Ford na Europa (Valência, Espanha, é a unidade do fabricante norte-americano no topo da lista de desejos dos chineses) para a produção de automóveis elétricos. O objetivo é a evitar as taxas impostas pela União Europeia (UE) a todas ao modelos 100% elétricos importados da China (18,8% a 28%).


Entre as contrapartidas proporcionadas pela Geely está o acesso da Ford ao sistema G-ASD de condução autónoma, entre outras tecnologias em que os chineses estão à frente dos norte-americanos, referem as mesmas fontes. Que também confirmaram a deslocação de uma delegação do fabricante de Dearborn à China, depois de uma missão do construtor de Hangzhou ter visitado à empresa baseada nos arredores de Detroit, no Michigan.
Aparentemente, as conversações, que não são recentes, permitiram já estabelecer uma plataforma de entendimento sobre o modelo da parceria estratégica Ford-Geely. E o CEO da casa a oval azul, que admite o atraso tecnológico para os chineses em diversos domínios, não teme uma reação negativa da Administração Trump a este tipo de acordo: “Se implementarmos todas as medidas de proteção necessárias, e pensarmos o assunto de forma correta, não contamos com a oposição do governo federal. Penso que até reconhecesse a necessidade, para aumentarmos os nossos níveis de competitividade”, afirmou Jim Farley.








