Marca chinesa mais vendida na Europa em 2025 (onde comercializou 307 282 automóveis, mais 26% do que em 2024, contra 186 612 da BYD, que cresceu 276%, beneficiando tanto do alargamento da gama, como da expansão da rede), a MG tem um novo modelo na rampa de lançamento. De seu nome MG4 Urban, propõe apenas motorizações totalmente elétricas, e tem como principal rival o BYD Dolphin.
Na gama do fabricante de origem inglesa, pertença da SAIC Motor desde 2007, o MG4 Urban posiciona-se abaixo do MG4, com o qual pouco mais partilha do que o nome, tendo por base uma plataforma de tração dianteira, e medindo 4395 mm de comprimento, ao passo que o seu “irmão mais velho” assenta numa arquitetura técnica de tração traseira, e tem 4287 mm. Também nas suspensões traseiras, diferença importante: eixo semi-rígido no MG4 Urban, arquitetura multibraços no MG4.


No MG4 Urban, a bateria LFP (fosfato de ferro-lítio) tem 43 kWh ou 54 kWh de capacidade, alimentando a primeira um motor com 150 cv, e permitindo percorrer até 323 km; enquanto a segunda combina-se com um motor de 160 cv, para uma autonomia de 415 km. A mala promete oferecer 577 litros de capacidade (contando com os 98 litros existentes no compartimento sob a plataforma de carga, e todo o espaço acima da chapeleira), e equipamento de série é bastante extenso, não obstante o preço acessível, do mesmo fazendo parte, entre outros, os bancos dianteiros e o volante aquecidos; as quatro câmaras exteriores; as ligações sem fios para Android Auto e Apple CarPlay; o sistema de infoentretenimento com central ecrã tátil de 12,8’’; ou o painel de instrumentos digital de 7’’.
A MG desvendou os preços do MG4 Urban apenas para o Reino Unido, o mercado europeu em que vende mais carros. Confirmando os valores anunciados o seu posicionamento, quer enquanto o automóvel 100% elétrico mais barato da marca, quer enquanto rival de BYD Dolphin, Citröen ë-C3 e outros utilitários animados pelo mesmo tipo de motorização.
A estreia do MG4 Urban no mercado europeu abre a porta ao reposicionamento do MG4, o primeiro automóvel chinês totalmente elétrico “acessível” à venda no Velho Continente, onde foi lançado em 2022. No ano passado, as vendas do modelo caíram 48% face a 2024, para 26 818 unidades, segundo números da Dataforce, devido ao crescimento veloz da concorrência, e à introdução de taxas alfandegárias que penalizam as importações de automóveis elétricos provenientes da China.


Para relançar o MG4 na Europa, a MG modernizou o modelo, equipando-o com baterias com maior capacidade (64 kWh e 77 kWh, a segunda anunciando 544 km de autonomia), e melhorando-o dinamicamente. Em Portugal, preços a partir de €27 101. É, igualmente, anunciada uma “atualização tecnológica importante, e progressos na qualidade do interior”, assi como o relançamento, muito em breve,e do MG4 XPower, com 425 cv e quatro rodas motrizes.
A MG, prepara, ainda, a introdução de dois topos de gama, de forma a poder competir com o Model 3 e o Model Y, os dois Tesla mais bem-sucedidos na Europa (e, muito em breve, os únicos à venda na região, tendo em conta que a marca norte-americana já confirmou que Model S e Model X serão descontinuados, e que a pick-up Cybertruck não é vendida na região). No IM5, com formato de berlina, a bateria dispõe de 75 kWh ou de 100 kWh de capacidade (a segunda estará instalada numa versão Performance, com 711 km de autonomia); no IM6, o novo SUV da MG, apenas será proposta a bateria com maior capacidade.
Em ambos, arquitetura elétrica de 800 V (carregamento mais potente e rápido), quatro rodas direcionais, e sistema de infoentretenimento com ecrã central tátil de 26’’. Nas versões de acesso, tração traseira e 291 cv de potência; nas variantes Performance, com um motor por eixo, 751 cv e 0-100 km/h cumpridos em 3,2 segundos no IM5, e em 3,5 segundos no IM6. Desconhecem-se, ainda, quais serão os mercados-alvo dos dois modelos, estando apenas confirmada a respetiva comercialização no Reino Unido, na Noruega e na Suíça, três países que não integram a União Europeia, e, por isso, não taxam a importação de automóveis elétricos “Made in China”.








