A Land Rover deu início à contagem decrescente para a sucessão do Velar, modelo presente na oferta da Range Rover desde 2017. Como confirmado pelo diretor financeiro da Jaguar Land Rover (JLR), Richard Molyneux, o seu substituto será o Range Rover Electric, primeiro automóvel do fabricante britânico, propriedade da indiana Tata, assente na nova plataforma Electric Modular Architecture (EMA).
Derivada da MLA-Flex, utilizada pela Land Rover no Range Rover e no Range Rover Sport (modelos com motorizações a gasolina e híbridas plug-in), conta com uma arquitetura elétrica de 800 V (sinónimo de carregamentos rápidos mais potentes e céleres), e, no caso em apreço, com uma bateria com 117 kWh de capacidade, para uma autonomia estimada de até 480 km. Ao mesmo tempo, no primeiro Range Rover Electric (mais comprido e mais baixo do que o Velar, que tem 4803 mm de comprimento e 1665 mm de altura), as dimensões e as linhas da carroçaria, de acordo com fontes da JLR, têm por objetivo também potenciar a eficiência aerodinâmica, e, por consequência, a autonomia.



A produção do novo SUV de luxo totalmente elétrico terá lugar em Halewood, no noroeste de Inglaterra, numa infraestrutura industrial de onde também saem o Range Rover Evoque e o Land Rover Discovery Sport, e que recebeu importantes modificações para que a sua linha de montagem pudesse acolher a nova plataforma dedicada a modelos 100% elétricos. O início da produção do Range Rover Electric foi adiado mais de dois anos e meio, devido à incerteza sobre o futuro das motorizações elétricas no segmento do luxo, e, mais uma vez de acordo com fontes da JRL, desde a abertura da lista de encomendas, que remonta ao final de 2023, foram registadas mais de 60 000 manifestações de interesse.
Richard Molyneux, durante a conferência de imprensa em que foram apresentados os resultados do construtor britânico, afirmou que a Land Rover está mais do que preparado para “dois anos de atividade muito intensa”, com diversos lançamentos na agenda. Ainda este ano, chegará ao mercado uma nova gama nova de SUV da marca Freelander, família de modelos concebida e desenvolvida em colaboração com a Chery, com o construtor chinês a assegurar a produção numa unidade próxima de Shanghai, operada pelas duas empresas.
O primeiro dos novos Freelender estará equipado com uma motorização híbrida plug-in, e a plataforma que lhe serve de base é a T1X da Chery, arquitetura presente em diversos modelos de distintas marcas do “gigante” asiático, como a Jaecoo, a Omoda ou a Tiggo. De acordo com as informações disponíveis, antes de terem início as exportações para a Europa, o modelo começará por ser comercializado no maior mercado do mundo.








