Ola Källenius, o homem-forte da Mercedes-Benz, contou, em entrevista, que um alto responsável da administração Trump tentou persuadi-lo a mudar o quartel-general da companhia da Alemanha para os EUA, possibilidade que o sueco, à frente da marca de Estugarda desde 2019, ano em que sucedeu a Dieter Zetsche, recusou de imediato. Donald Trump, desde que regressou à presidência dos EUA, em janeiro de 2025, tem jogado com as taxas alfandegárias tanto para condicionar o comércio com outros países, para tentar seduzir marcas para a relocalização da produção em território norte-americano. Porém, Howard Lutnick, secretário do comércio, foi ainda mais ambicioso, confidenciou Källenius, ao podcast do The Pioneer, e, entre as mais-valias para a marca da estrela, estavam substanciais muitos incentivos fiscais!
“Somos uma companhia global há mais de 100 anos, mas temos raízes na Alemanha, e não podem, e não devem, ser arrancadas do chão”, argumentou o administrador-delegado da Mercedes-Benz. Em 2023, os acionistas do consórcio prolongaram o contrato do sueco de 56 anos até meados de 2029. A Mercedes-Benz, tal como a BMW, tem fábrica nos EUA – a primeira em Tuscaloosa, no Alabama, a segunda em Spartanburg, na Carolina do Sul.









