O Grupo VW anunciou uma ligeiríssima redução (-0,5%) no número de automóveis vendidos em 2025, em todo o mundo, de 9,03 milhões para 8,98 milhões. Segundo o maior fabricante europeu, a instabilidade originada pela guerra de tarifas penalizou a sua prestação na América do Norte, e o aumento da concorrência teve impacto negativo no seu desempenho comercial na China.
“O Grupo VW teve uma trajetória sólida em 2025, apesar da situação desafiante do mercado. Com cerca de nove milhões de automóveis entregues, as vendas permaneceram estáveis. Devemo-lo aos produtos atraentes que temos em todas as marcas, e aos diversos de tipos de motorizações que propomos. E a renovação da gama de produtos trouxe-nos progressos”, afirma Oliver Blume, CEO do conglomerado germânico. Acrescentando: “Este ano, com mais de vinte novos modelos na agenda, continuaremos a nossa ofensiva de produtos, que inclui propostas inovadoras para a China, e uma família de automóveis urbanos elétricos para a Europa. Queremos introduzir a mobilidade elétrica acessível nas marcas VQ, Cupra e Skoda, mesmo recorrendo a tecnologia de ponta, para sermos os maiores impulsionadores da tecnologia em todo o mundo”.

De acordo com os números do grupo, de 2024 para 2025, as vendas abrandaram 10,4% na América do Norte, e 8% na China, mas cresceram 4,5% na Europa, e 11,6% na América do Sul. No Velho Continente, com 3,94 milhões de unidades vendidas, o grupo garantiu uma quota de mercado de 25%, que destaca, também, o comportamento da Audi na China, nomeadamente a sua liderança do segmento premium.
Em 2025, o Grupo VW vendeu 983 100 automóveis elétricos, mais 32% do que em 2024. Na Europa, o crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo os 66%, com cinco modelos do grupo no Top 10 dos mais vendidos. Nos EUA, 46% de crescimento, e os best-sellers foram os VW ID.4/ID.5, que representaram 163 400 unidades, posicionando-se atrás desta dupla o VW ID.3 (117 700 exemplares vendidos) e o Skoda Elroq (95 300 exemplares).
Na China, as vendas de elétricos do Grupo VW diminuíram 44% de 2024 para 2025, mas o construtor teutónico trabalha no desenvolvimento de uma gama específica para o maior mercado mundial. Prova-o, por exemplo, a introdução de marca nova, a “AUDI” da… Audi, que foi muitíssimo bem-recebida.
Também nos híbridos plug-in (PHEV), números muito positivos, com aumento de 58% na procura de 2024 para 2025 (72% na Europa). No total, globalmente, comercializaram-se 428 000 automóveis animados por motores deste tipo.
Por marcas, a VW está no topo da tabela das mais vendidas do grupo, mesmo excluindo a divisão de Veículos Comerciais: em 2025, vendeu 4 730 600 automóveis (-1,4% do que em 2024), seguindo-se-lhe a Audi, com 1 623 600 unidades (-2,9%), a Skoda, com 1 043 900 unidades (+12,7%), e a divisão Seat/Cupra, com 586 300 unidades (+5%). No que às marcas mais exclusivas diz respeito, Bentley e Lamborghini com números idênticos: a casa britânica vendeu 10 100 automóveis (+4,8%), e a italiana 10 700 (+0,6%), ao passo que a Porsche registou um abrandamento de -10,1%, baixando das 310 700 unidades de 2024 para “apenas” 279 400.






