Desenhado e produzido (para o mercado europeu) na Suécia, o Volvo EX60 abre um novo capítulo para a marca de Gotemburgo, prometendo tornar-se numa escolha única para as famílias, sem obrigar a concessões quanto à autonomia. Para o efeito, a casa sueca concebeu um SUV de cinco lugares, com uma autonomia ligeiramente acima dos 800 km na versão com bateria maior, e uma componente tecnológica bastante elaborada, anunciado como o mais evoluído automóvel por si alguma vez produzido.
O design segue de perto o já visto noutros modelos recentes do construtor nórdico, como o EX90 ou o ES90: frente baixa, tejadilho inclinado e foco na eficiência aerodinâmica, com um Cx de 0,26, o que beneficia a autonomia. A assinatura luminosa é mais evoluída, à frente com o “Martelo de Thor” reinterpretado, atrás com farolins verticais, filosofia tradicional da Volvo.
Embora anunciado como compacto, o EX60 está longe de ser um SUV pequeno: 4803 mm de comprimento, 1908 mm de largura e 1639 mm de altura, para uma distância entre eixos de 2970 mm, o que se reflete positivamente na habitabilidade e na capacidade da mala. Neste particular, a Volvo destaca, sobretudo, o espaço disponível nos bancos traseiros, em especial para as pernas, e na mala (cuja volumetria varia entre 523-1647 litros), com dois pisos, e a variar os lados de arrumação de forma engenhosa. Há ainda espaço de arrumação à frente (no conhecido “frunk”), acessível a partir de um capot de operação elétrica.






O EX60 tem por base a nova plataforma SPA3 (arquitetura de 800 V), concebida para veículos 100% elétricos, e capaz de oferecer novos padrões em termos de escalabilidade, modularidade, eficiência de fabrico e custo. A Volvo destaca dois aspetos: o primeiro é a tecnologia “Cell-to-Body”, que integra as células das baterias diretamente na estrutura do veículo, tornando-se elemento estrutural, mais compacta e mais leve; o segundo é o “mega casting”, solução de produção que reduz a complexidade ao conceber painéis estruturais de grandes dimensões em alumínio. Tudo isto contribui para que este seja modelo 100% elétrico da marca com menor pegada ambiental, melhor, até, do que a do EX30.
Outro campo no qual a Volvo não facilita é no da segurança, com o EX60 a dar, também, passos em frente: maior resistência estrutural, graças à utilização de aço boro, para-choques capaz de absorver melhor os impactos, e incorporando o novo cinto de segurança multiadaptativo nos bancos dianteiros, que se adapta continuamente à compleição física dos ocupantes. Por seu turno, o sistema central “HuginCore”, o “cérebro” do EX60, avalia constantemente o trânsito, e o ambiente em redor do veículo, visando evitar acidentes. Caso não seja evitado, o veículo liga automaticamente para os serviços de emergência, e as portas têm sistemas redundantes que as mantêm operacionais.
Esse mesmo “HuginCore” é fundamental para que o EX60 seja descrito como o “automóvel mais inteligente da Volvo” até ao momento, permitindo-lhe “pensar, processar e agir”. Combina desenvolvimento interno e colaboração com líderes tecnológicos, como a Google, a NVIDIA e a Qualcomm Technologies Inc. O modelo foi pensado para ser atualizável ao longo do tempo em todos os seus aspetos, mantendo-se, assim, moderno e adaptado às necessidades dos condutores, com funções “on demand” também previstas.






Além disso, o EX60 é o primeiro Volvo a ser lançado com o assistente de Inteligência Artificial (IA) Gemini, da Google, mais avançado, e capaz de interagir com os ocupantes através de linguagem natural e personalizada, dispensando comandos específicos. O sistema de infoentretenimento assenta em tecnologia Android Automotive OS, e fica patente no ecrã tátil central OLED de grandes dimensões, ligeiramente curvo, e com promessa de rapidez de interação
Os menus foram simplificados, com várias funções a serem apresentadas no ecrã de forma diferenciada consoante o momento, enquanto a barra inferior permite acesso mais rápido às funções principais, como a climatização ou os ajustes do veículo. O painel de instrumentos dispõe de três modos de visualização – um mais simples, um com representação gráfica da estrada e dos assistentes de condução, e outro com vista do mapa (Google Maps).
O tejadilho panorâmico em vidro conta com tecnologia opacizante e proteção contra os raios solares nocivos. Para os audiófilos, o sistema Bowers & Wilkins premium, com 28 altifalantes, inclui altifalantes nos encostos de cabeça dos quatro bancos principais, sendo o primeiro Volvo com Apple Music pré-instalado com Dolby Atmos. O habitáculo conta ainda com controlo ativo de cancelamento de ruído.






Os motores foram desenvolvidos internamente, com o EX60 a surgir em três versões diferentes, sendo a mais potente e eclética a P12 AWD Electric, com um motor por eixo, 680 cv de potência e 790 Nm de binário. Esta é a versão com maior autonomia, graças à bateria com 117 kWh de capacidade nominal (112 kWh utilizáveis). Cumpre os 0- 100 km/h em 3,9 segundos, e atinge os 180 km/h de velocidade máxima (como todos os Volvo da atualidade), sendo a autonomia estimada de 810 km. O processo de recarga é também veloz, com potência máxima de 340 kW nos postos rápidos, podendo recuperar até 340 km de autonomia em apenas dez minutos.
Num patamar intermédio encontra-se a versão P10 AWD Electric, que repete o esquema técnico do mais potente, mas debita 510 cv de potência, 710 Nm de binário, e percorre até 660 km com um único carregamento. Dispõe de bateria com 95 kWh de capacidade nominal (91 kWh utilizáveis), e aceita carga rápida até 370 kW, cumprindo os 0-100 km/h em 4,6 segundos.
Por fim, a versão de acesso P6 RWD Electric conta apenas com um motor (traseiro), debita 374 cv de potência, e 480 Nm de binário. Recorrendo a uma bateria com uma capacidade nominal de 83 kWh (80 kWh utilizáveis), anuncia uma de 620 km no ciclo combinado WLTP, a potência de recarga máxima é de 320 kW, e a aceleração 0-100 km/h cumpre-se em 5,9 segundos.
Direcionado a um dos segmentos mais importantes a nível mundial, e descrito como o modelo tecnologicamente mais avançado da Volvo, o novo EX60 tem chegada ao mercado prevista para o verão de 2026. Em qualquer das suas versões, oferece dez anos de garantia da bateria, e uma aplicação que permite o controlo remoto de várias funcionalidades, incluindo a gestão dos parâmetros de carregamento e de contas.








