Os veículos eletrificados continuam a reforçar a sua posição no mercado nacional, assumindo um peso cada vez mais dominante nas matrículas de automóveis novos em Portugal.
Quota histórica no primeiro trimestre
Nos primeiros três meses de 2026, foram matriculados 44.484 ligeiros de passageiros eletrificados, o que representa um crescimento de 33,7% face ao mesmo período do ano anterior.
Este número ganha ainda maior relevância quando comparado com o total de 64.059 ligeiros matriculados, significando que os eletrificados já representam 69,5% do mercado. Em 2025, essa quota era de 56,8%.
Considerando também comerciais ligeiros e veículos pesados, o total de veículos eletrificados atingiu 45.867 unidades, uma subida de 34,6%.
Híbridos lideram expansão
O maior contributo para este crescimento veio dos híbridos não plug-in (incluindo mild-hybrid), que registaram a evolução mais expressiva.
Foram matriculadas 20.764 unidades neste segmento, um aumento de 44,9%, representando já 32,4% do mercado.
Os híbridos plug-in também cresceram, com 8.584 unidades (+27%), ultrapassando os 13% de quota. Destaca-se o desempenho das versões a gasóleo, que aumentaram 52,7%, impulsionadas essencialmente pela oferta de uma única marca no mercado.
Elétricos continuam a subir
Os veículos 100% elétricos mantêm igualmente uma trajetória positiva, com 15.136 unidades matriculadas no trimestre, um crescimento de 24,3%.
A sua quota situa-se agora nos 23%. Só em março foram registadas 6.063 matrículas, mais 22,1% face ao mesmo mês de 2025.
Combustão perde terreno de forma clara
Em sentido inverso, os veículos exclusivamente a gasolina e diesel continuam a perder relevância.
Nos primeiros três meses do ano foram matriculadas apenas 13.769 unidades, ficando abaixo dos elétricos e dos híbridos, com uma quota de 21,5%.
Transição energética acelera
Os dados confirmam uma mudança estrutural no mercado automóvel português, com a eletrificação a assumir um papel central.
A combinação de maior oferta, evolução tecnológica e alterações nas preferências dos consumidores está a acelerar a transição, deixando os modelos tradicionais cada vez mais para trás.
