Suzuki prepara nova geração de híbridos e aposta em automóveis mais leves
O essencial
- Suzuki apresenta estratégia tecnológica para os próximos dez anos focada em eletrificação, redução de peso e eficiência.
- Até 2030, pretende reduzir para metade o tempo de desenvolvimento de novos modelos e aumentar eficiência de produção.
- Japão e Índia são identificados como pilares centrais, com a Índia a atingir capacidade de quatro milhões de veículos anuais.
A Suzuki definiu o caminho tecnológico que pretende seguir durante os próximos dez anos. Sob o nome “Technology Strategy 2026 for 10 Years Ahead”, a marca japonesa aposta numa combinação de eletrificação, redução de peso e maior eficiência no desenvolvimento e produção dos seus automóveis.
A estratégia parte de um princípio que a Suzuki já tinha apresentado em 2024: reduzir ao máximo o consumo de energia. A este objetivo junta-se agora uma abordagem orientada para disponibilizar a tecnologia de propulsão mais adequada às características de cada mercado e às necessidades dos clientes.
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A filosofia é resumida pelo conceito “Right x Light Mobile Tech”, que combina a escolha da solução tecnológica certa com a redução de peso e a eficiência dos veículos.
Desenvolvimento mais rápido e produção mais eficiente
Desenvolvimento mais rápido e produção eficiente
Uma das principais metas da Suzuki passa por transformar significativamente os processos de desenvolvimento e fabrico. Até 2030, a empresa pretende reduzir para metade o tempo necessário para desenvolver um novo modelo. Ao mesmo tempo, quer aumentar em 30% a eficiência da engenharia e em 50% a eficiência da produção.
Para alcançar estes objetivos, a Suzuki pretende recorrer a processos de desenvolvimento e produção realizados em paralelo, bem como reforçar a utilização de ferramentas de engenharia digital.
A estratégia procura responder não apenas à evolução tecnológica do setor automóvel, mas também ao aumento do preço das matérias-primas e às exigências cada vez maiores em matéria de emissões, segurança e regulamentação.
Japão e Índia assumem papel central
Japão e Índia como pilares globais
A Suzuki identifica Japão e Índia como os dois principais pilares da sua operação global. O Japão continuará a funcionar como uma importante base de desenvolvimento tecnológico, cujas soluções serão posteriormente utilizadas nos restantes mercados. A Índia, por outro lado, deverá assumir um papel cada vez mais importante como centro de produção e exportação.
Para o ano fiscal de 2030, a Suzuki prevê alcançar na Índia uma capacidade de produção anual de aproximadamente quatro milhões de veículos.
A marca pretende ainda reforçar a colaboração entre diferentes áreas e mercados através do conceito “Team Suzuki”, procurando desenvolver automóveis adaptados às necessidades reais de utilização em cada região.
Novo sistema híbrido e motores turbo
Novo sistema híbrido e motores turbo
No capítulo tecnológico, a Suzuki prepara várias soluções destinadas às próximas gerações de veículos. Uma das principais novidades será o sistema híbrido “Super Ene Charge”, ao qual se juntam novos motores turbo de injeção direta.
A marca está também a desenvolver a tecnologia de construção ligeira “S Light”, com o objetivo de reduzir o peso dos veículos e, consequentemente, melhorar a eficiência e o consumo energético.
Outra das áreas de desenvolvimento será a arquitetura de software “SDV Lite”, destinada a acompanhar a crescente digitalização dos automóveis.
A combinação destas tecnologias deverá permitir à Suzuki oferecer diferentes soluções de mobilidade, desde modelos eletrificados a veículos compactos e leves, em função das características de cada mercado.
Toyota mantém-se como parceira
A estratégia da Suzuki deverá continuar a contar com a colaboração da Toyota, numa aliança que já deu origem a vários modelos partilhados entre as duas marcas.
Essa parceria deverá manter-se nos próximos anos, podendo continuar a resultar em modelos Suzuki baseados em produtos Toyota, como acontece com o Across, derivado do RAV4.
Com esta estratégia, a Suzuki pretende manter uma abordagem pragmática à transição energética, combinando híbridos, motores de combustão mais eficientes, veículos elétricos e construção leve, em vez de apostar numa única tecnologia para todos os mercados.
O objetivo é claro: desenvolver automóveis mais rápidos de colocar no mercado, mais eficientes e adaptados às necessidades específicas de cada região.
AutoGear · 573 artigos
Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.